terça-feira, agosto 22, 2006

Reflexões

Puxa, faz um tempo que eu não posto nada no meu blog... Ô preguiça! Talvez eu estivesse vagando pelo limbo, alheio aos domínios de Gaia, à humanidade e à triste condição humana. Prefiro alimentar meu hiilismo a chorar as mortes sob mísseis israelentes no Líbano, ou sob bombas americanas no Iraque. Prefiro amar meus filhos e dedicar-me a um projeto novo, incipiente ainda, que poderá ajudar-me a pagar uma pequena parcela das minhas dívidas.
Mas permanecerei alheio aos convites que a ACA me envia com frequência. ACA, para quem não sabe, significa Associação dos Credores do Alcir. Pois é, até sede própria a ACA já tem, e insiste em convidar-me para seus churrascos mensais, bingos, festas juninas e outras atividades às quais não compareço. Já mandei a eles o meu recado: Não estou nessa pindura porque quero. Penso sempre em vocês, e informo que, em todos os dias de pagamento, penso mais ainda em vocês. Como a grana é curta, ponho seus nomes em papéizinhos, dobro-os e ponho no meu chapéu. Sorteio uns dois ou três e efetuo o pagamento. Se vocês insistirem com seus convites sarcásticos, não ponho mais seus nomes no meu chapéu e ponto final!
Sabe que eles sossegaram um pouco?

terça-feira, junho 13, 2006

Trechos do meu livro ainda não publicado

Em 1995 publiquei meu primeiro livro, Treze Infernos, textos poéticos, contos e crônicas livro. A seguir, a sinopse do segundo livro, Seara Encantada, que estou fazendo a revisão final para, depois, tentar o apoio de alguma editora. Vai ser difícil...


SINOPSE
Seara Encantada
Enquanto as ações do homem sobre o Planeta Terra provocam alterações climáticas cada vez mais extremas, um simples pai de família desaparece de casa deixando esposa e filhos. Por trás desse mistério está o dedo sobrenatural de Gaia, o Espírito da Terra.
Sem memória, o homem vaga por cidades do interior até deparar com seu destino em um lugarejo minúsculo. Ali encontrará, além do desfile de personagens tragicômicos, um xamã poderoso e anacrônico encarregado de treiná-lo nas artes xamânicas.
Um espaço mágico e repleto de espíritos elementares da Natureza faz o pano de fundo para a história. Essas criaturas diáfanas são parte do projeto natural de recuperação do planeta, para o qual muitos outros foram convocados.
O aprendizado do discípulo, entretanto, não será tranqüilo pois há os do “outro lado”. Uma ficção envolvente e divertida, e um alerta em defesa da sobrevivência do planeta.

Trechos:
"O Primeiro
Em dezembro de 1995, publiquei meu primeiro livro, intitulado "Treze Infernos, Textos Poéticos, Contos e Crônicas". Fiz apenas 500 exemplares (esgotados, mas não necessariamente vendidos, veja bem!), pela João Scortecci Editora, aquela que publica qualquer livro, preste ou não, desde que se pague a quantia devida... Com 80 páginas, aquela foi minha primeira aventura literária e reune textos que eu vinha escrevendo ao longo dos tempos, desde a Revolução Francesa, pelo que me lembre...

Eis a capa do de cujus... com fotografia da minha lavra feita no Parque Estadual do Juquery, local onde persiste vegetação de cerrado, uma raridade em São Paulo. Vale a pena conhecer... o parque.

terça-feira, maio 30, 2006

Crônicas suburbanas

Suburbano
A camada de pó cobre lentamente os meus pensamentos poucos, exercendo sobre mim essa catarse estranha. Caminho entre o lixo das ruas, desvio-me de buracos e poças, trafego sereno entre cães vadios, entre bêbados e mendigos nesse subúrbio das almas. A poeira fina vai cobrindo tudo, como num sinal dos tempos.
As ruas serpenteiam malígnas entre os casebres toscos. Crianças encardidas sorriem. A menina bonita traqueja nos calcanhares empoeirados, entre olhares e assovios dos marreteiros em calção e havaiana. Seus pés sujos me contam histórias.
A poeira vai se insinuando pelas frestas e vãos, acumulando-se. Tudo assume uma só e triste cor. A poeira me contamina, me desanima, me confina nessa desesperança, nessa desconfiança de que a coisa descambou, de que tudo vai mal. Esta cidade precisa urgentemente de um tratamento de choque pela poesia, de pontos brilhantes nas esquinas, asfaltos azulados, calçadas quadriculadas.
Esta cidade precisa de estímulos, de ícones, de dissonantes jazzísticas. Precisa ela é de domingos ensolarados, de uma liberada e colorida juventude que dance, colha flores, namore. Para despertar esta cidade não é preciso muito. Talvez uns sacolejos aqui e ali, quem sabe um banho de música, um forró danado de bom, uma grande chuva, daquelas de verão, quando o sol fica para brincar com as gotas grossas. Esta cidade precisa mesmo é de umas vassouradas vigorosas.

Francamente, Franco da Roça!
Franco da Roça, 62 anos de existência, quase cem bairros, população estimada em mais de cento e trinta mil almas famintas de comida, bebida, diversão e arte... Cidade nascida do amor da antiga Juquery e a velha e pernóstica inglesinha São Paulo Railway, por cujos trilhos trafegaram tantos sonhos e encoxadas - isso sem falar das árvores onde os bandeirantes fizeram xixi - fica aí, sorumbática e pasma, no meio dos morros, esperando o futuro, "esperando a sorte ou talvez o dia de voltar pro norte".
Franco da Roça, nem capital nem interior, mas periferia econômica e cultural - esse escuro cordão de brasileiros que, em busca de uma sobrevivência, se não digna, ao menos possível, amontoam-se em torno das grandes cidades, bem longe de sua terra natal. Se nas décadas de sessenta e setenta era celeiro de artistas, hoje está desfigurada, deteriorada, violentada em seu tédio modorrento mas, ainda assim amada por seus filhos.
Cercada de Mairiporãs, de Caieiras, de Moratos e Cajamares por todos os lados, nossa juquerina aldeia sobrevive aos trancos, arranhando aqui e ali umas lascas de cultura, de bons sons, de artes plásticas e artes plastificadas, de esportes radicais e/ou jovens radicalizados, inseguros no desespero da falta de perspectivas, de opção e de grana, no meio de uma puberdade confusa, na rebeldia sem causa e sem alvo definido, expressa no vandalismo predatório.
"Enquanto os homens exercem seus podres poderes" a cidade fica aí, estagnando a céu aberto, andando para trás e sonhando suas esperanças de um dia poder invadir o primeiro mundo por terra, mar e bar. E como a esperança é a única que morre, haveremos de sonhar, todos, até que a burrice nos torne mais provincianos... e iguais.

sexta-feira, maio 05, 2006

As Aves

(Texto publicado em 1995, no meu livro "Treze Infernos - Textos Poéticos, Contos e Crônicas".)


(Origem: Li, em 1995, notícia sobre fotógrafo americano que ganhara o prêmio Pullitzer com foto de criança africana agonizando e corvo esperando nas proximidades. Meses depois, o fotógrafo é encontrado morto dentro do carro em sua garagem fechada e motor ligado. Suicídio?... Aí eu escrevi...).

A imagem ainda está, cruel, terrível ante meus olhos: o menino africano agoniza; numa pedra, o corvo espera. A imagem está gravada, indelével em meu coração. A cena dói em mim e doerá por muitos anos, infinitamente, nos olhos de cada menino, no andar cansado de cada velho, no rosto sofrido de cada um, essa cena doerá em mim, pungente, impiedosa. Daí minha impotência, minhas mãos vazias, meu ódio incontido por todas as injustiças, por toda sorte de corrupção, de impunidade, de oportunismo, de sarcasmo, de hipocrisia.

Magérrimo, sem forças, o menino fica deitado na sua dor infantil. A fome já não lhe dói, na dormência da morte que vai, inexorável, invadindo seu corpo pequeno. No torpor da agonia ele já não se recorda do prazer da comida ou talvez, no delírio, sonhe: um prato de arroz, doces, balas, um chocolate. A ave negra espera, apenas.

Conheço essas aves, há muitas em minha cidade. Voam atrás do poder fácil, do dinheiro fácil, do emprego fácil, do abuso fácil, Quando não podem ser, bajulam ou imitam quem é. Quando não podem ter, orbitam em torno de quem tem, as aves. Daí a minha revolta, os meus textos amargos, o meu poema agressivo. Daí o meu desinteresse nas glórias mesquinhas, nas quinquilharias, nas posses e poses, nas falsas pompas, nos elogios gratuitos.

Escrevo porque melhor não sei fazer. Mesmo que ninguém leia ou creia, eu escreverei insistindo: eu percebo gente à venda infestando a cidade como percevejos... A dor dói, sim, em mim, estupenda e avassaladora. Por isso eu quero as coisas simples e pequenas apenas. E comida e educação, e saúde e proteção, e carinho e respeito para aquele e todos os outros meninos, menino que eu fui, meus filhos...

A meu pai

(Texto publicado em 1995, no meu livro "Treze Infernos - Textos Poéticos, Contos e Crônicas".)

Na manhã de quarta-feira, 22 de fevereiro de 1995, faleceu meu pai. Idoso, cansado, calado, partiu sem quase nada me dizer. A dimensão da sua ausência foi-se avolumando, lenta e cruel, tomando forma e submetendo-me a uma solidão estranha, cheia de pontos obscuros e pausas não esclarecidas. Foi-se o nordestino piadista, incansável contador de casos e conhecedor de coisas que livro algum jamais me ensinará. Sentei-me num canto e olhei para minhas mãos inúteis.

O dia estava claro quando ele partiu. Até a notícia demorou a chegar, tamanho o silêncio com que ele se cercara nos últimos tempos, ciente da urgência da partida e disposto a botar os pés feridos na sua última estrada. Não reclamou. Não acusou ninguém e, por si mesmo, não derramou, nunca, uma lágrima sequer

Partiu como quem pede desculpas pelo mau jeito, pela piada infeliz, pelo estorvo causado e por não ter podido dar mais do que deu aos que amou. Levou consigo as mãos calejadas em cobrir as crias, em dar-lhes morada e sustento. Aos pequenos, aos menores, reservou, em seu peito, um cantinho especial. Amou-os, assim, com seu jeito terno. E fomos , todos nós, os menores, um dia, e tivemos, portanto, um lugar especial naquele velho coração.

Deixou-nos coisas valiosas, imateriais, sagradas, como essa certeza diante da vida, uma posição sólida ante as injustiças, um silêncio sereno ante a dificuldade. Riqueza não deixou porque não as teve mas transmitiu aos que o conheceram uma doçura prática para superar qualquer obstáculo: sua alegria determinada.
Uma orfã perspectiva abre-se para mim nesse desamparo, um mundo novo onde me sinto estranhamente só, um horizonte onde impera esse nó no peito, esses caminhos todos em que terei que caminhar, carregando as lembranças, pois os seus ossos não poderei levar.

Foi-se meu pai ao encontro de minha mãe e ficamos nós, pasmos diante da crueza do destino, meninos ainda, dentro de nossas grandes cuecas, a lamber nossas próprias crias como se fôssemos eternos.

sexta-feira, março 10, 2006

Piadas que me fizeram rir...

Casamento muçulmano
Um casal muçulmano moderno, preparando o casamento religioso, visita um Mullah buscando aconselhamento. Este pergunta se eles têm mais alguma dúvida antes de irem ao casório. Então o homem pergunta:
- Nós sabemos que é uma tradição no Islã os homens dançarem com homens e mulheres dançarem com mulheres. Mas em nossa festa de casamento, nós gostaríamos de sua permissão para que todos dancem juntos, inclusive homens com as mulheres.
- Absolutamente, não! - diz o Mullah. É imoral. Homens e mulheres sempre dançam separados. Sem condições, não e não, definitivamente, não!
- Então após a cerimônia eu não posso dançar nem com minha própria esposa?
- Não - respondeu o Mullah. Dançar com mulher é e sempre será proibido no Islã.
- Está bem - diz o homem. Bem, e quanto a sexo? Podemos finalmente fazer sexo?
- É claro! - responde o Mullah. No Islã, o sexo é bom, dentro do casamento, para ter filhos!
- E quanto a posições diferentes? - pergunta o homem.
- Alá é Grande! Sem problemas! - diz o Mullah.
- E mulher por cima? - o homem pergunta.
- Claro! - diz o Mullah. Pode fazer!
- De quatro?
- Claro!
- Oral?
- Sim, sim. Sem problemas.
- Na mesa da cozinha?
- Sim, sim!
- Posso fazê-lo, então, com todas minhas quatro esposas juntas, em colchões de borracha, com uma garrafa de óleo quente, vibradores, chantilly, acessórios de couro, pote de mel e vídeos pornôs?
- Você pode, é claro.
- Podemos fazer de pé?
- Nããããoooo! Nunca! Nãããããoooo, de jeito nenhum!
- E por que não? - pergunta o homem surpreso.
- Porque vocês poderiam se entusiasmar... e acabar dançando...

O signo da velhinha
A velhinha sai do consultório, anda lentamente pelo corredor, pára e volta. Bate levemente na porta, abre e pergunta ao médico:
- Dr., o que foi que o senhor disse mesmo? Libra? Touro? Áries?E o médico, muito sério:
- Câncer, senhora, eu disse câncer...
Em seguida, entra um paciente e entrega ao médico um envelope fechado com resultados dos seus exames. O médico abre, olha para o relógio, para o paciente, para o papel que tem na mão e diz com ar de espanto.
- Meu caro, infelizmente você só tem três minutos de vida.
Desesperado, paciente implora para o médico:
- Doutor, pelo amor de Deus, não há nada que o senhor possa fazer por mim?
E o médico, com um sorrisinho:
- Sim, um miojo...



Sexo seguro? Use Durex...
(Português de Portugal)
Na capa do livro "Quem Ama, Educa", do doutor Içami Tiba, aparece escrito: "Traduzido para Itália, Espanha e Portugal". E muita gente estranhou: "Como assim? O livro foi traduzido do português para o português?". Ora, pois foi! A verdade é que o jeito brasileiro de escrever e falar vem se afastando da castiça língua portuguesa. Alguns exemplos de palavras que não tem mais nada a ver...
Aqui na terra............. Lá na terrinha
Camisinha ........................... Durex
Durex .................................. Fita cola
Fila ..................................... Bicha
Homossexual ...................... Paneleiro
Sapatão .............................. Fufa
Pãozinho francês ................ Cacete
Um grupo de crianças.......... Canalha
Um adolescente ................. Um puto
Peruca .............................. Capachinho
Calcinha feminina ............... Cueca
Ficar menstruada ............... Estar com histórias
Absorvente feminino ........... Penso higiênico
Dentista ............................ Estomatologista
Professor particular ............ Explicador
Comissária de bordo .......... Hospedeira
Garis ............................... Almeidas
Salva-vidas de praia ........... Banheiro
Sanitário .......................... Salva-vidas
Cego ................................ Invisual
Chiclete ............................ Pastilha elástica
Injeção ............................. Pica
Embebedar-se .................. Enfrascar-se
Impostos .......................... Propinas
Mulherengo ...................... Marialva
Tesão .............................. Ponta
Alô? ................................ Está lá?
Diferenças linguísticas à parte, quem for a Portugal não deve deixar de provar um
delicioso tira-gosto: uma rica porção de bacalhau, cru e desfiado. Nem deve se
apoquentar se o empregado de mesa (vulgo garçom) gritar bem alto:
"Uma punheta para a mesa oito!"

Fonte: revista Época


O que você vai almoçar hoje?
Há muitos motivos para se visitar Portugal. Mas um deles é, com certeza, a culinária regional. A balança é a maior testemunha de que em Portugal se come e bebe muito bem. E como os prazeres da mesa merecem ser compartilhados, faço a minha sugestão para um almoço à portuguesa aí na sua casa. Lá vai. Os nomes são bem sugestivos e verdadeiros! Bom apetite!!!! ÔPÁ!!!

Aperitivo - Punheta de Bacalhau: Enquanto faz o almoço, nada melhor do que reunir os amigos para uma punheta rápida. É um bacalhauzinho desfiado, temperado com cebola, azeite e vinagre. Simples e dá muito prazer. Fácil de fazer, é uma boa opção para os solitários.

Entrada - Sopa de Grelos ou Sopa Seca que se Agarra às Costas: Por alguma razão, a sopa de grelos é a preferida dos marmanjos. Já os que não se importam de ter algo agarrado às costas preferem a segunda sopa, típica da Beira-Litoral e feita à base de feijão e pão.

Prato principal - Arroz de Pica no Chão: É uma especialidade da região do Entre-Douro e Minho, no extremo norte do país. O Arroz de Pica no Chão é feito à base de frango e toucinho, levando os devidos condimentos. É um prato delicioso, mas um tanto pesado e por isso deve ser apreciado com moderação.

Acompanhamento - Caralhotas ou Cacetes: Uma refeição portuguesa tem sempre pão à mesa. As caralhotas são pequenos pães típicos da região de Almeirim. Já os cacetes são comuns em todo o país. É fácil encontrar um português na rua com o cacete na mão.

Bebida - Vinhos Portugueses: Os vinhos são classificados por regiões e há para todos os gostos. Como é verão no Brasil, talvez seja bom optar por um vinho com aspecto mais leve e feminino. Pode escolher um Monte das Abertas (Alentejo), um Quinta da Pellada (Dão) ou, talvez, uma garrafa de Rapadas (Ribatejo). Mas se insiste em uma bebida mais encorpada e masculina, uma boa opção pode ser o Três Bagos (Douro). Ou, ainda mais intenso, um Terras do Demo (Beiras).

Sobremesa - Mamadinhas da Pousadinha de Tentúgal ou Espera-Marido à Transmontana: A confeitaria portuguesa é muito rica e os doces conventuais são mesmo um objeto de culto. O Espera-Marido é um doce simples que se faz com açúcar, ovos e canela em pó. Já a mamadinha é uma das maiores delícias surgidas nos conventos.

Digestivo ­ - Licor de Merda: É uma bebida da região de Cantanhede, feita à base de leite, baunilha, cacau, canela e frutas cítricas. Quem experimentou diz que é uma merda, mas muito gostoso.

Tem quem goste de comer, por exemplo, sapateiras, madalenas e trouxas".
Viva Portugal!

As vantagens da melhor idade
Os velhinhos não tem porque desanimar. O acúmulo de aniversários traz lá suas vantagens, além da fila especial no banco e não pagar passagem de ônibus. Veja porque:

01. Seu suprimento de células cerebrais finalmente baixaram a um nível administrável.
02. Seus segredos estão seguros com seus amigos pois eles também não se lembram.
03. Suas juntas fazem uma previsão de tempo mais exata do que o serviço nacional de meteorologia.
04. Tem gente que telefona às 9 da noite e pergunta: - Lhe acordei?
05. Ninguém lhe chama mais de hipocondríaco.
06. Você não tem que estudar mais nada.
07. As coisas que você compra não vão ficar velhas.
08. Você pode jantar às 6 da tarde.
09. Você pode viver sem sexo, mas não sem óculos.
10. Você gosta de ouvir os amigos contando suas cirurgias.
11. Você discute acaloradamente sobre aposentadoria e planos de saúde.
12. Você dá uma reunião e os vizinhos nem notam.
13. O limite de velocidade deixa de ser um desafio.
14. Você não encolhe mais a barriga para ninguém.
15. Você cantarola a música do elevador.
16. Seus olhos não podem piorar.
17. Seu investimento de planos de saúde começa a valer a pena.
18. Você não se lembra quem mandou esta lista.


Puxa-sacos Sênior
Empregado: Patrão, sabia que há no mundo duas pessoas a quem eu amo mais que a mim mesmo?
Patrão: Verdade? Puxa vida, devem ser seus pais...
Empregado: Não, patrão. Esses eu amei muito, morreram, que Deus os tenha... mas não são eles.
Patrão: Então devem ser sua esposa e seu filho?
Empregado: Também não, patrão. Eles estão em terceiro e quarto lugar. As duas pessoas a quem eu mais amo são outras.
Patrão: Bem, quem são então?
Empregado: O primeiro é o senhor, meu grande e amado patrão...
O patrão ficou sem graça, agradeceu e perguntou:
Patrão: E a segunda pessoa? Quem é?
Empregado: - Quem o senhor indicar, patrão, quem o senhor indicar...

quinta-feira, março 02, 2006

Eu, oras, eu...



Depois de alta quilometragem rodada na vida, a gente fica pensando nas coisas passadas e relembrando experiências várias e ricas pelas quais passou. Desde cedo notei que, na vida, havia boiadeiros e boiadas. Esforcei-me para ser boiadeiro, para conduzir e não ser conduzido. Hoje tento ensinar isso aos meus filhos: há agentes e regentes (os que agem e os que reagem), há produtores e consumidores. Num show, há poucos no palco e milhares na platéia. Onde você prefere estar?

Não diria que sou hoje um ator, nem mesmo um boiadeiro. Por vezes estou na boiada, imerso no inconsciente coletivo, como convém aos bois. De repente, passo a produzir: fiz umas musiquinhas, fotografias, vídeos, escrevi poemas, crônicas, contos e mesmo livros (um publicado em 95 e outro à espera de uma editora).
A minha pobre biografia, entremeada de muitos amores, duradouros ou fugazes, revela que, de tempos em tempos, eu nutria interesses específicos. Adolescente, adorava ciências, a ponto de ler um livro de química, sobre os elementos, de ponta a ponta. Montei um laboratório, operei sapos (Coitados! Peço perdão a eles), construí e lancei pequenos foguetes, tentei fazer pólvora e nitroglicerina (Se deu certo? Oras, estou aqui escrevendo, não estou?). Bem, iria ser cientista, pesquisador...

Depois mergulhei no esoterismo. Li Teosofia, as váriasYogas, diversas correntes da Magia, Budismo Zen, enfim, estudei tudo o que podia sobre, fui Rosacruz, pratiquei Hata Yoga. E passei então para a política, vesti a camisa e carreguei bandeiras nas ruas, até candidato a vereador eu fui.

Nas profissões, fui projecionista de cinema, segurança ferroviário, balconista de bar, montei estúdio fotográfico, fui agente da Receita na Alfândega do Aeroporto de Congonhas, trabalhei na Cetesb e em assessorias de imprensa de prefeituras. Participei de pequenos jornais regionais, de exposições de artes plásticas, de festivais amadores de música...

Tudo somado, deu nisto: casei, tive filhos

Há tempos atrás, dava meus “pitacos” nas coisas da minha cidade, Franco da Rocha. Depois, desanimei, nihilista que me tornei (nihilista: vem de nihil, “nada” em latim. O nihilista, ou niilista, não crê em nada). Eu, que opinava nos jornais, criticava, sugeria, fazia reportagens e artigos, não perdia uma exposição de arte, uma peça local de teatro, participava da política ativamente, fotografava e fazia vídeos, que levava a sério tudo o que ocorria. Hoje estou fora. “De tanto ver triunfar nulidades”, a gente fica assim...