Em 18 de dezembro de 1995 publiquei meu livro chamado "Treze Infernos, Textos Poéticos, Contos e Crônicas", pela João Scortecci Editora. Era um livrinho de 80 págs e, por falta de grana, publiquei só 500 exemplares, hoje esgotados (não necessariamente vendidos). A editora publica o livro de quem paga, preste ou não. Como eu não tinha a verba necessária, passei o chapéu no comércio de Franco da Rocha, SP, minha cidade, e arrecadei a maior parte do que precisava. Mas não bastava. Eu tinha amigos. A banda Barato da Basiléia, de rock and blues, se propôs a tocar uma noite num barzinho central chamado Echoes Panquecaria, cuja arrecadação seria revertida para a publicação do meu livro. O bar era do Mário e do Marcelo, outros amigos.Foi noite de alto som, mas foi também hilário.
Os convites eram numerados e custavam dois reais. Haveria sorteio de exemplares do livro entre os presentes. O bar lotou, mas a galera não tinha grana pra pagar a entrada e muita gente entrou sem pagar. A renda foi baixíssima. Então o Primo e Paulinho, músicos da banda, passaram um chapéu pra coletar colaboração dos presentes. Grana que era bom não veio quase nada, mas doaram caixas de fósforos, fixas telefônicas e até preservativos. Enfim, valeu pela show que o Barato deu. Mó barato!
quarta-feira, setembro 25, 2013
terça-feira, setembro 24, 2013
Crueldade eleitoral
O eleitor é cruel. Sorrateiramente, no dia das eleições, escolhem mancomunadamente um punhado de pobres cidadãos e os condena a quatro anos de trabalhos forçados nas Câmaras Municipais em troca de salários miseráveis. E lá vão os escolhidos, abnegados, penar em pról daquelas pessoinhas que mal tem o que comer, conhecidos como eleitores. Adbicam os escolhidos de suas próprias famílias e de seus interesses pessoais para trabalhar pesadamente por quatro longos e dolorosos anos pelos interesses da maioria.
Pior: depois de cumprida a pena, insistem em continuar penando, se recandidatando e, se não reeleitos, vagam no limbo, rondando as casas legislativas como almas desencarnadas que não sabem que estão mortos. Como amantes abandonados que vigiam dissimulados os passos da amada ingrata. Sabem-se imprescindíveis, insubstituíveis, incompreendidos. O eleitorado é cruel. Tanta maldade em assistir tamanho martírio daqueles condenados chamados vereadores. Estes sim, deviam ser canonizados pela pureza da alma, pela solidariedade, pelo desapego ao dinheiro, pelo amor puro ao bem-estar das pessoas. O eleitor é cruel.
Pior: depois de cumprida a pena, insistem em continuar penando, se recandidatando e, se não reeleitos, vagam no limbo, rondando as casas legislativas como almas desencarnadas que não sabem que estão mortos. Como amantes abandonados que vigiam dissimulados os passos da amada ingrata. Sabem-se imprescindíveis, insubstituíveis, incompreendidos. O eleitorado é cruel. Tanta maldade em assistir tamanho martírio daqueles condenados chamados vereadores. Estes sim, deviam ser canonizados pela pureza da alma, pela solidariedade, pelo desapego ao dinheiro, pelo amor puro ao bem-estar das pessoas. O eleitor é cruel.
sexta-feira, dezembro 07, 2012
É de chorar!
É impressionante a extensão do reinado da imbecilidade no nosso país. Ou o ensino público se leva a sério urgentemente ou seremos uma nação de idiotas completos amanhã de manhã. Veja as músicas que fazem sucesso, veja quem são as “celebridades”, veja quais são os filmes e programas de TV preferidos da média dos brasileiros, veja a preocupante inexistência de leitura de livros, veja o quão limitado é o vocabulário dos brasileiros. A predominância do inconsciente coletivo se aprofunda quando deveria ocorrer o contrário. Quase não se estuda mais, e quando se estuda, não há resultados porque o ensino no país é um desastre. O professor sabe: ele finge que ensina, o aluno finge que aprende. Sabe que não será reprovado...
Governos que não investem na Educação de seu povo, que economizam em livros, cadernos, lápis e canetas, fatalmente terão que triplicar gastos com segurança, bombas de gás lacrimogênio, Febems, cassetetes e prisões. Educação é Poder. Nenhum povo adequadamente educado admitirá que 1% da população detenha 60%das terras produtivas do País. Para onde vamos? Que tipo de povo somos... ou seremos? É triste constatar que, quanto menos o cidadão sabe, mais quer discutir e defender opiniões sem embasamento. E assim se transforma em massa de manobra fácil para políticos espertos, para religiões suspeitas, para torcidas violentas, para o crime organizado e por aí vai. É de chorar.
Governos que não investem na Educação de seu povo, que economizam em livros, cadernos, lápis e canetas, fatalmente terão que triplicar gastos com segurança, bombas de gás lacrimogênio, Febems, cassetetes e prisões. Educação é Poder. Nenhum povo adequadamente educado admitirá que 1% da população detenha 60%das terras produtivas do País. Para onde vamos? Que tipo de povo somos... ou seremos? É triste constatar que, quanto menos o cidadão sabe, mais quer discutir e defender opiniões sem embasamento. E assim se transforma em massa de manobra fácil para políticos espertos, para religiões suspeitas, para torcidas violentas, para o crime organizado e por aí vai. É de chorar.
sexta-feira, fevereiro 17, 2012
Chorei
Chorei! Chorei ao ver filhos criados em cativeiro, chorei ao ver crianças sob viadultos. Como cantou o poeta: "talvez o mundo não seja pequeno/nem seja a vida um fato consumado." Chorei também por aqueles que se embriagam por não entender essas coisas, essas coisas de política e poesia. E eu não mais tenho além das minhas rugas e minhas cicatrizes. As mãos, eu as trago vazias. O passo cansado nessa estrada em que me encontro a tanto tempo, cansado de ver gente à venda infestando a cidade como percevejos. Olho no espelho e já não me vejo mais. Parti, há algum tempo. Parti para nunca, nunca mais voltar (tive a impressão de ter ouvido alguém murmurar: vai pela sombra!).
sexta-feira, dezembro 30, 2011
Meu País...
Em respeito aos meus cabelos brancos, confesso que nunca havia visto meu País de cabeça erguida diante do mundo. Hoje, o brasileiro não sofre mais o complexo de vira-latas, como disse certa vez Nelson Rodrigues, originalmente se referindo ao trauma sofrido pelos brasileiros em 1950, quando a Seleção Brasileira foi derrotada pela Seleção Uruguaia de Futebol na final da Copa do Mundo em pleno Maracanã. O Brasil só teria se recuperado do choque (ao menos no campo futebolístico) em 1958, quando ganhou a Copa do Mundo pela primeira vez.
Hoje o Brasil é um País respeitado no mundo e recentemente promovido a sexta economia do planeta, superando até a Inglaterra. Luiz Inácio Lula da Silva, o principal responsável por essa fantástica evolução, governou o País de janeiro de 2003 a janeiro de 2011, tirando mais de 50 milhões de brasileiros da miséria.
A crise econômica de 2008 atingiu duramente os países ricos, mas o Brasil, graças à sua estabilidade, logrou atravessá-la e sair dela com consequências bastante pequenas, o que conquistou a admiração do mundo todo. Adversários políticos lançaram ataques sucessivos ao governo Lula, mas só atingiram figuras importantes do Partido dos Trabalhadores, sem sequer arranhar a sólida popularidade do Presidente.
Foi impressionante ver o mapa da votação para Presidente nas eleições de 2006, quando Lula se elegeu para seu segundo mandato consecutivo. Os Estados brasileiros que votaram em massa no Lula foram marcados em vermelho, e os que votaram em José Serra, em azul. Só o sul rico votou em Serra. Todos os Estados do nordeste, norte (com exceção de Roraima) e centro-oeste eram rubros.
O Brasil estava em pé, de cabeça erguida ante a admiração do mundo. Nunca havia visto isso em meus quase sessenta anos de vida. Nem acreditava que um dia testemunharia isso. Como disse Barack Obama: Lula é o cara!
Hoje o Brasil é um País respeitado no mundo e recentemente promovido a sexta economia do planeta, superando até a Inglaterra. Luiz Inácio Lula da Silva, o principal responsável por essa fantástica evolução, governou o País de janeiro de 2003 a janeiro de 2011, tirando mais de 50 milhões de brasileiros da miséria.
A crise econômica de 2008 atingiu duramente os países ricos, mas o Brasil, graças à sua estabilidade, logrou atravessá-la e sair dela com consequências bastante pequenas, o que conquistou a admiração do mundo todo. Adversários políticos lançaram ataques sucessivos ao governo Lula, mas só atingiram figuras importantes do Partido dos Trabalhadores, sem sequer arranhar a sólida popularidade do Presidente.
Foi impressionante ver o mapa da votação para Presidente nas eleições de 2006, quando Lula se elegeu para seu segundo mandato consecutivo. Os Estados brasileiros que votaram em massa no Lula foram marcados em vermelho, e os que votaram em José Serra, em azul. Só o sul rico votou em Serra. Todos os Estados do nordeste, norte (com exceção de Roraima) e centro-oeste eram rubros.
O Brasil estava em pé, de cabeça erguida ante a admiração do mundo. Nunca havia visto isso em meus quase sessenta anos de vida. Nem acreditava que um dia testemunharia isso. Como disse Barack Obama: Lula é o cara!
quinta-feira, dezembro 01, 2011
Os pássaros
No meu quintal, há duas árvores que se destacam: um hibisco e uma amoreira. Sim, eu tenho um quintal. Há mais vegetação. Há poucos meses, a amoreira estava carregada de frutos, tanto que um galho curvou-se e chegou a quebrar com o peso. Comi amoras, muitas. E os pássaros? Uma festa. Todas as manhãs e tardes, eles estão lá, aos bandos. A cantoria é tanta que, às vezes, alguém em casa grita: cala a boca, passarada! Mas todos nós adoramos.
As amoras se acabaram mas, mesmo assim cuidamos em alimentá-los com quirera e pão torrado e moído para que eles voltem, para que eles fiquem. E os pássaros continuam a vir todos os dias, em bandos de vinte ou trinta. No meio da barulhada, sempre há um canto novo, diferente, agradável. A rama é tanta que não dá para ver direito quem é o dono de tão belo canto. Sim, eu tenho um quintal onde cantam os pássaros.
Pelo alimento que oferecemos e pela sua liberdade que respeitamos, eles recompensam: cantam para nós todos os dias. Deus existe!
As amoras se acabaram mas, mesmo assim cuidamos em alimentá-los com quirera e pão torrado e moído para que eles voltem, para que eles fiquem. E os pássaros continuam a vir todos os dias, em bandos de vinte ou trinta. No meio da barulhada, sempre há um canto novo, diferente, agradável. A rama é tanta que não dá para ver direito quem é o dono de tão belo canto. Sim, eu tenho um quintal onde cantam os pássaros.
Pelo alimento que oferecemos e pela sua liberdade que respeitamos, eles recompensam: cantam para nós todos os dias. Deus existe!
quarta-feira, novembro 16, 2011
Universidade Federal em Franco da Rocha – SP
O Ministro da Educação Fernando Haddad esteve recentemente em Franco da Rocha acompanhado do Secretário Estadual da Educação Aparecido para conhecer de perto o complexo do Juquery onde se planeja instalar o campus de uma universidade federal. Concretizada essa instalação, Franco da Rocha e região experimentarão um boom de crescimento jamais visto por aqui.
Hoje já se vê a crescente demanda por novos espaços para lojas de rede se instalarem em Franco da Rocha, cidade sede de comarca. E muitas grandes empresas virão para cá nos próximos anos. Hoje a região já representa visivelmente um vetor promissor de crescimento da Grande São Paulo.
Restaurantes, bares, livrarias, papelarias, repúblicas estudantis pipocarão por todas essas cidades. Haverá um aumento na demanda populacional por conta de estudantes que virão do Brasil todo e até de outros países para estudar aqui. Isso implicará numa maior frota de veículos circulando, e mesmo todo o sistema de transporte público deverá ser revisto. E o trânsito local, que já é caótico em horários de pico, deverá se tornar insustentável se não se desenvolver hoje um projeto eficiente para sustentar esse crescimento previsível.
O desenvolvimento da região contará também com a atuação dos novos formando em nível de ensino superior. E os filhos e netos das famílias oriundas da região desfrutarão do conforto de estudar perto de casa e cursar dois ou três cursos universitários com conforto.
Mas, por enquanto, a instalação da universidade federal em Franco da Rocha permanece no campo das boas intenções. Se concretizada...
Hoje já se vê a crescente demanda por novos espaços para lojas de rede se instalarem em Franco da Rocha, cidade sede de comarca. E muitas grandes empresas virão para cá nos próximos anos. Hoje a região já representa visivelmente um vetor promissor de crescimento da Grande São Paulo.
Restaurantes, bares, livrarias, papelarias, repúblicas estudantis pipocarão por todas essas cidades. Haverá um aumento na demanda populacional por conta de estudantes que virão do Brasil todo e até de outros países para estudar aqui. Isso implicará numa maior frota de veículos circulando, e mesmo todo o sistema de transporte público deverá ser revisto. E o trânsito local, que já é caótico em horários de pico, deverá se tornar insustentável se não se desenvolver hoje um projeto eficiente para sustentar esse crescimento previsível.
O desenvolvimento da região contará também com a atuação dos novos formando em nível de ensino superior. E os filhos e netos das famílias oriundas da região desfrutarão do conforto de estudar perto de casa e cursar dois ou três cursos universitários com conforto.
Mas, por enquanto, a instalação da universidade federal em Franco da Rocha permanece no campo das boas intenções. Se concretizada...
sábado, novembro 12, 2011
Todos os Prefeitos de Franco da Rocha - SP
Prefeitos de Franco da Rocha - SP
• Benedito Fagundes Marques - de 1 de Janeiro de 1945 a 22 de Novembro de 1945;
• Cevero Oliveira Morais - 1° Mandato: de 23 de Novembro de 1945 a 15 de Dezembro de 1945 - 2° Mandato: de 24 de Março de 1947 a 15 de Abril de 1947;
• João Victor Júnior de 1 de Janeiro de 1948 a 31 de Dezembro de 1951; 1º Prefeito Eleito
• Bernardino Pereira Mauro - de 1 de Janeiro de 1952 a 31 de Dezembro de 1955;
• José Alves Ferreira Filho - 1° Mandato: de 1 de Janeiro de 1956 a 31 de Dezembro de 1959 - 2° Mandato: de 1 de Janeiro de 1964 a 26 de Março de 1965;
• Pedro Lélis de Sousa - de 1 de Janeiro de 1960 a 31 de Dezembro de 1963;
• Emílio Hernandez Aguilar - 1° Mandato: de 26 de Março de 1965 a 31 de Janeiro de 1969 - 2° Mandato: 1 de Fevereiro de 1983 a 31 de Dezembro de 1988;
• Donald Savazoni - 1° Mandato: de 1 de Fevereiro de 1969 a 31 de Janeiro de 1973 - 2° Mandato: de 1 de Fevereiro de 1977 a 25 de Abril de 1980;
• Ângelo Celeguim - de 1 de Fevereiro de 1973 a 31 de Janeiro de 1977;
• Oscar de Almeida Nunes - 1° Mandato: de 26 de Abril de 1980 a 31 de Janeiro de 1983 - 2° Mandato: 1 de Janeiro de 1989 a 31 de Dezembro de 1992;
• Mário Maurici de Lima Moraes - de 1 de Janeiro de 1993 a 31 de Dezembro de 1996;
• José Benedito Hernandez - de 1 de Janeiro de 1997 a 31 de Dezembro de 2000;
• Roberto Seixas - de 1 de Janeiro de 2001 a 31 de Dezembro de 2004;
• Marcio Cecchettini - 1° Mandato: de 1 de Janeiro de 2005 a 31 de Dezembro de 2008 - 2° Mandato: de 1 de Janeiro de 2009 a atual
Fonte: Prefeitura de Franco da Rocha.
• Benedito Fagundes Marques - de 1 de Janeiro de 1945 a 22 de Novembro de 1945;
• Cevero Oliveira Morais - 1° Mandato: de 23 de Novembro de 1945 a 15 de Dezembro de 1945 - 2° Mandato: de 24 de Março de 1947 a 15 de Abril de 1947;
• João Victor Júnior de 1 de Janeiro de 1948 a 31 de Dezembro de 1951; 1º Prefeito Eleito
• Bernardino Pereira Mauro - de 1 de Janeiro de 1952 a 31 de Dezembro de 1955;
• José Alves Ferreira Filho - 1° Mandato: de 1 de Janeiro de 1956 a 31 de Dezembro de 1959 - 2° Mandato: de 1 de Janeiro de 1964 a 26 de Março de 1965;
• Pedro Lélis de Sousa - de 1 de Janeiro de 1960 a 31 de Dezembro de 1963;
• Emílio Hernandez Aguilar - 1° Mandato: de 26 de Março de 1965 a 31 de Janeiro de 1969 - 2° Mandato: 1 de Fevereiro de 1983 a 31 de Dezembro de 1988;
• Donald Savazoni - 1° Mandato: de 1 de Fevereiro de 1969 a 31 de Janeiro de 1973 - 2° Mandato: de 1 de Fevereiro de 1977 a 25 de Abril de 1980;
• Ângelo Celeguim - de 1 de Fevereiro de 1973 a 31 de Janeiro de 1977;
• Oscar de Almeida Nunes - 1° Mandato: de 26 de Abril de 1980 a 31 de Janeiro de 1983 - 2° Mandato: 1 de Janeiro de 1989 a 31 de Dezembro de 1992;
• Mário Maurici de Lima Moraes - de 1 de Janeiro de 1993 a 31 de Dezembro de 1996;
• José Benedito Hernandez - de 1 de Janeiro de 1997 a 31 de Dezembro de 2000;
• Roberto Seixas - de 1 de Janeiro de 2001 a 31 de Dezembro de 2004;
• Marcio Cecchettini - 1° Mandato: de 1 de Janeiro de 2005 a 31 de Dezembro de 2008 - 2° Mandato: de 1 de Janeiro de 2009 a atual
Fonte: Prefeitura de Franco da Rocha.
Trinta Sites Úteis
Trinta Sites Úteis
Para guardar. Um dia pode precisar !
01. Quando for comprar qualquer coisa não deixe de consultar o site GastarPouco.
www.gastarpouco.com
02. Serviço dos cartórios de todo o Brasil, que permite solicitar documentos via internet:
www.cartorio24horas.com.br/index.php
03 . Site de procura e reserva de hotéis em todo o Brasil ,por cidade, por faixa de preços, reservas etc.:
www.hotelinsite.com.br
04. Site que permite encontrar o transporte terrestre entre duas cidades, a transportadora, preços e horários:
https://appweb.antt.gov.br/transp/secao_duas_localidades.asp'
05 . Encontre a Legislação Federal e Estadual por assunto ou por número, além de súmulas dos STF, STJ e TST:
www.soleis.adv.br
06. Tenha a telinha do aeroporto de sua cidade em sua casa, chegadas e partidas:
www.infraero.gov.br/pls/sivnet/voo_top3v.inip_cd_aeroporto_ini=
07. Encontre a melhor operadora para utilizar em suas chamadas telefônicas:
http://sistemas.anatel.gov.br/sipt/Atualizacao/Importante.aspp'
08. Encontre a melhor rota entre dois locais em uma mesma cidade ou entre duas cidades, sua distância, além de localizar a rua de sua cidade:
www.mapafacil.com.br
09. Encontre o mapa da rua das cidades, além de localizar cidades:
http://mapas.terra.com.br/Callejero/home.asp
10 Confira as condições das estradas do Brasil, além da distância entre as cidades:
www.dnit.gov.br
11. Caso tenha seu veiculo furtado, antes mesmo de registrar ocorrência na polícia, informe neste site o furto. O comunicado às viaturas da DPRF é imediato:
www.dprf.gov.br/ver.cfmlink==form_alerta
12 . Tenha o catálogo telefônico do Brasil inteiro em sua casa. Procure o telefone daquele amigo que estudou contigo no colégio:
www.102web.com.br
13. Confira os melhores cruzeiros,datas, duração,preços, roteiros, etc.:
www.bestpricecruises.com/default.asp
14. Vacina anti-câncer (pele e rins). OBS: ESTA VACINA DEVE SER SOLICITADA PELO MÉDICO ONCOLOGISTA:
www.vacinacontraocancer.com.br/hybricell/home.html
15. Indexador de imagens do Google - captura tudo que é foto e filme de dentro de seu computador e os agrupa, como você desejar:
www.picasa.com
16. Semelhante ao Internet Explorer , porem muito mais rápido e eficiente, e lhe permite adicionar os botões que desejar, ou seja, manipulado como você o desejar:
www.mozilla.org.br/firefox
17 . Site de procura, semelhante ao GOOGLE:
www.gurunet.com
18 . Site que lhe dá as horas em qualquer lugar do mundo:
www.timeticker.com/main.htm
19 . Site que lhe permite fazer pesquisas dentro de livros:
www.a9.com
20. Site que lhe diz tudo do Brasil desde o descobrimento por Cabral:
www.historiadobrasil.com.br
21. Site que o ajuda a conjugar verbos em 102 Idiomas:
www.verbix.com
22 . Site de conversão de Unidades:
www.webcalc.com.br/conversões/area.html
23 . Site para envio de e-mails pesados, acima de 50Mb:
www.dropload.com
24 . Site para envio de e-mails pesados, sem limite de capacidade:
www.sendthisfile.com
25. Site que calcula qualquer correção desde 1940 até hoje, informando todos os índices disponíveis no mercado financeiro. Grátis para Pessoa Física:
www.debit.com.br
26. Site que lhe permite falar e ver pela internet com outros computadores,ou LHE PERMITE FALAR DE SEU COMPUTADOR COM TELEFONES FIXOS E CELULARES EM QUALQUER LUGAR DO MUNDO GRÁTIS – De computador para computador, voz + imagem. De computador para telefone fixo ou celular:
www.skype.com
27. Site que lhe permite ler jornais e revistas de todo o mundo.
www.indkx.com/index.htm
28 . Site de procura de pessoas e empresas nos EUA. Só para achar a pessoa ou a empresa com endereço e telefone - GRÁTIS. Se quiser levantamento completo de tudo o que a pessoa tem como patrimônio, tudo que teve de problema judicial e financeiro, e outras coisas mais, aí pode custar até US$80,00 com valores intermediários:
www.ussearch.com/consumer/index.jsp
29 . Site de câmaras virtuais, funcionando 24 hs por dia ao redor do mundo:
www.earthcam.com
30 . Site de mapas que identificam endereços do Brasil inteiro e dá sugestões de rotas: www.ondeestou.com.br
Para guardar. Um dia pode precisar !
01. Quando for comprar qualquer coisa não deixe de consultar o site GastarPouco.
www.gastarpouco.com
02. Serviço dos cartórios de todo o Brasil, que permite solicitar documentos via internet:
www.cartorio24horas.com.br/index.php
03 . Site de procura e reserva de hotéis em todo o Brasil ,por cidade, por faixa de preços, reservas etc.:
www.hotelinsite.com.br
04. Site que permite encontrar o transporte terrestre entre duas cidades, a transportadora, preços e horários:
https://appweb.antt.gov.br/transp/secao_duas_localidades.asp'
05 . Encontre a Legislação Federal e Estadual por assunto ou por número, além de súmulas dos STF, STJ e TST:
www.soleis.adv.br
06. Tenha a telinha do aeroporto de sua cidade em sua casa, chegadas e partidas:
www.infraero.gov.br/pls/sivnet/voo_top3v.inip_cd_aeroporto_ini=
07. Encontre a melhor operadora para utilizar em suas chamadas telefônicas:
http://sistemas.anatel.gov.br/sipt/Atualizacao/Importante.aspp'
08. Encontre a melhor rota entre dois locais em uma mesma cidade ou entre duas cidades, sua distância, além de localizar a rua de sua cidade:
www.mapafacil.com.br
09. Encontre o mapa da rua das cidades, além de localizar cidades:
http://mapas.terra.com.br/Callejero/home.asp
10 Confira as condições das estradas do Brasil, além da distância entre as cidades:
www.dnit.gov.br
11. Caso tenha seu veiculo furtado, antes mesmo de registrar ocorrência na polícia, informe neste site o furto. O comunicado às viaturas da DPRF é imediato:
www.dprf.gov.br/ver.cfmlink==form_alerta
12 . Tenha o catálogo telefônico do Brasil inteiro em sua casa. Procure o telefone daquele amigo que estudou contigo no colégio:
www.102web.com.br
13. Confira os melhores cruzeiros,datas, duração,preços, roteiros, etc.:
www.bestpricecruises.com/default.asp
14. Vacina anti-câncer (pele e rins). OBS: ESTA VACINA DEVE SER SOLICITADA PELO MÉDICO ONCOLOGISTA:
www.vacinacontraocancer.com.br/hybricell/home.html
15. Indexador de imagens do Google - captura tudo que é foto e filme de dentro de seu computador e os agrupa, como você desejar:
www.picasa.com
16. Semelhante ao Internet Explorer , porem muito mais rápido e eficiente, e lhe permite adicionar os botões que desejar, ou seja, manipulado como você o desejar:
www.mozilla.org.br/firefox
17 . Site de procura, semelhante ao GOOGLE:
www.gurunet.com
18 . Site que lhe dá as horas em qualquer lugar do mundo:
www.timeticker.com/main.htm
19 . Site que lhe permite fazer pesquisas dentro de livros:
www.a9.com
20. Site que lhe diz tudo do Brasil desde o descobrimento por Cabral:
www.historiadobrasil.com.br
21. Site que o ajuda a conjugar verbos em 102 Idiomas:
www.verbix.com
22 . Site de conversão de Unidades:
www.webcalc.com.br/conversões/area.html
23 . Site para envio de e-mails pesados, acima de 50Mb:
www.dropload.com
24 . Site para envio de e-mails pesados, sem limite de capacidade:
www.sendthisfile.com
25. Site que calcula qualquer correção desde 1940 até hoje, informando todos os índices disponíveis no mercado financeiro. Grátis para Pessoa Física:
www.debit.com.br
26. Site que lhe permite falar e ver pela internet com outros computadores,ou LHE PERMITE FALAR DE SEU COMPUTADOR COM TELEFONES FIXOS E CELULARES EM QUALQUER LUGAR DO MUNDO GRÁTIS – De computador para computador, voz + imagem. De computador para telefone fixo ou celular:
www.skype.com
27. Site que lhe permite ler jornais e revistas de todo o mundo.
www.indkx.com/index.htm
28 . Site de procura de pessoas e empresas nos EUA. Só para achar a pessoa ou a empresa com endereço e telefone - GRÁTIS. Se quiser levantamento completo de tudo o que a pessoa tem como patrimônio, tudo que teve de problema judicial e financeiro, e outras coisas mais, aí pode custar até US$80,00 com valores intermediários:
www.ussearch.com/consumer/index.jsp
29 . Site de câmaras virtuais, funcionando 24 hs por dia ao redor do mundo:
www.earthcam.com
30 . Site de mapas que identificam endereços do Brasil inteiro e dá sugestões de rotas: www.ondeestou.com.br
Há vampiros
Poderia parafrasear o ditado espanhol: não creio em bruxas, mas que elas existem, existem.
E os vampiros existem. Não sugam sangue. Sugam a felicidade alheia, invejam a paz dos outros, espalham veneno por maldade ou por doença. Não se conformam com pessoas que não sofrem quando aquelas acham que essas deveriam. São vampiros. Os vampiros são pessoas infelizes, que não aceitam a felicidade alheia. Envenenam todos que dela se aproximam. Começam por desunir a própria família, a infernizá-las levando-os a se distanciar. Depois sabotam, conscientes ou não, a vida de outras pessoas próximas.
No geral, amam exageradamente dinheiro. E o dinheiro não é Deus, como os vampiros o veneram. Se fosse, não precisaríamos lavar as mãos ao tocá-lo. Lavamos porque o dinheiro é sujo, é nojento. É preciso mantê-lo no seu lugar, na distância devida, recebendo o tratamento que merece. Necessário, sim, mas não o mais importante. Os vampiros são cegos diante do dinheiro.
Cruzei recentemente com um deles. Tome cuidado. Procure identificar os vampiros, depois, afaste-se deles. E alerte todos os que puder sobre a influência maléfica dessas criaturas. Os vampiros existem, sim, e estão entre nós.
E os vampiros existem. Não sugam sangue. Sugam a felicidade alheia, invejam a paz dos outros, espalham veneno por maldade ou por doença. Não se conformam com pessoas que não sofrem quando aquelas acham que essas deveriam. São vampiros. Os vampiros são pessoas infelizes, que não aceitam a felicidade alheia. Envenenam todos que dela se aproximam. Começam por desunir a própria família, a infernizá-las levando-os a se distanciar. Depois sabotam, conscientes ou não, a vida de outras pessoas próximas.
No geral, amam exageradamente dinheiro. E o dinheiro não é Deus, como os vampiros o veneram. Se fosse, não precisaríamos lavar as mãos ao tocá-lo. Lavamos porque o dinheiro é sujo, é nojento. É preciso mantê-lo no seu lugar, na distância devida, recebendo o tratamento que merece. Necessário, sim, mas não o mais importante. Os vampiros são cegos diante do dinheiro.
Cruzei recentemente com um deles. Tome cuidado. Procure identificar os vampiros, depois, afaste-se deles. E alerte todos os que puder sobre a influência maléfica dessas criaturas. Os vampiros existem, sim, e estão entre nós.
terça-feira, maio 03, 2011
Frases de Sir Winston Churchill
Sir Winston Leonard Spencer-Churchill (Oxfordshire, 30 de novembro de 1874 - Londres, 24 de janeiro de 1965) foi um político, estadista, escritor, jornalista, orador e historiador britânico, famoso principalmente por sua atuação como primeiro-ministro do Reino Unido durante a Segunda Guerra Mundial. Ele foi primeiro-ministro por duas vezes (1940-45 e 1951-55), é o único primeiro-ministro britânico a ter recebido o Prêmio Nobel de Literatura e o primeiro Cidadão Honorário dos Estados Unidos.
Durante sua carreira no exército, Churchill pôde assistir à ação militar na Índia britânica, no Sudão e na Segunda Guerra dos Bôeres. Ganhou fama e notoriedade como correspondente de guerra a através dos seus livros descrevendo as campanhas militares. Ele serviu brevemente no Exército britânico no Front Ocidental durante a Primeira Guerra Mundial comandando o 6º Batalhão dos Fuzileiros Reais Escoceses. Espirituoso e inteligente, é autor de frases e diálogos famosos, com os abaixo.
A vida dá lições que só se dão uma vez. O pessimista vê dificuldade em cada oportunidade; o otimista vê oportunidade em cada dificuldade.
A imaginação consola os homens do que não podem ser; o sentido de humor consola-os do que são.
Os problemas da vitória são mais agradáveis do que aqueles da derrota, mas não são menos difíceis.
A política é quase tão excitante como a guerra e não menos perigosa. Na guerra a pessoa só pode ser morta uma vez, mas na política diversas vezes.
O sucesso é ir de fracasso em fracasso sem perder entusiasmo.
Estou sempre disposto a aprender, mas nem sempre gosto que me ensinem.
Uma mentira dá uma volta inteira ao mundo antes mesmo de a verdade ter oportunidade de se vestir.
Gosto de porcos. Os cães olham-nos de baixo, os gatos de cima. Os porcos olham-nos de igual para igual.
"O que eu espero senhores, é que depois de um razoável período de discussão, todo mundo concorde comigo."
Não existe opinião pública, existe opinião publicada
Apaziguador é alguém que alimenta o crocodilo na esperança de ser o último a ser devorado.
“Fanático é alguém que não muda de idéia e não muda de assunto”
Penso,logo sou solteiro.
Você sempre pode contar com os americanos para fazer a coisa certa – depois de eles tentaram todo o resto.
O repórter pergunta ao velho Churchill, aos 80 e poucos anos...
- Churchill, qual o segredo dessa longevidade?
- O esporte, meu caro, o esporte... nunca o pratiquei.
Telegramas trocados entre Bernard Shaw (maior dramaturgo inglês do século 20) e Churchill (maior líder inglês do século idem).
Convite de Bernard Shaw para Churchill:
- Tenho o prazer e a honra de convidar o digno primeiro-ministro para a primeira apresentação de minha peça Pigmaleão. Venha e traga um amigo, se tiver.
Resposta de Churchill para Bernard Shaw:
- Agradeço o ilustre escritor pelo honroso convite. Infelizmente não poderei comparecer à primeira apresentação. Irei à segunda, se houver.
Quando Churchill fez 80 anos, um repórter de menos de 30 foi fotografá-lo e disse:
- Sir Winston, espero fotografá-lo novamente nos seus 90 anos.
Resposta de Churchill:
- Por que não? Você me parece bastante saudável.
Lady Nancy Astor foi a primeira mulher a fazer parte da Câmara dos Comuns no Reino Unido e odiava o primeiro ministro. Já Churchill detestava ser interrompido em seus discursos. Numa dessas ocasiões, Lady Astor interrompeu-o e vociferou:
- Se você fosse meu marido, Winston, eu envenenaria o seu chá.
E Winston Churchill, calmamente:
- Se eu fosse o seu marido, Nancy, eu tomaria.
O General Montgomery estava sendo homenageado, pois venceu Rommel na batalha da África, na IIª Guerra Mundial. Discurso do General Montgomery:
- Não fumo, não bebo, não prevarico e sou herói.
Churchill ouviu o discurso e com ciúme, retrucou:
- Eu fumo, bebo, prevarico e sou chefe dele.
Durante sua carreira no exército, Churchill pôde assistir à ação militar na Índia britânica, no Sudão e na Segunda Guerra dos Bôeres. Ganhou fama e notoriedade como correspondente de guerra a através dos seus livros descrevendo as campanhas militares. Ele serviu brevemente no Exército britânico no Front Ocidental durante a Primeira Guerra Mundial comandando o 6º Batalhão dos Fuzileiros Reais Escoceses. Espirituoso e inteligente, é autor de frases e diálogos famosos, com os abaixo.
A vida dá lições que só se dão uma vez. O pessimista vê dificuldade em cada oportunidade; o otimista vê oportunidade em cada dificuldade.
A imaginação consola os homens do que não podem ser; o sentido de humor consola-os do que são.
Os problemas da vitória são mais agradáveis do que aqueles da derrota, mas não são menos difíceis.
A política é quase tão excitante como a guerra e não menos perigosa. Na guerra a pessoa só pode ser morta uma vez, mas na política diversas vezes.
O sucesso é ir de fracasso em fracasso sem perder entusiasmo.
Estou sempre disposto a aprender, mas nem sempre gosto que me ensinem.
Uma mentira dá uma volta inteira ao mundo antes mesmo de a verdade ter oportunidade de se vestir.
Gosto de porcos. Os cães olham-nos de baixo, os gatos de cima. Os porcos olham-nos de igual para igual.
"O que eu espero senhores, é que depois de um razoável período de discussão, todo mundo concorde comigo."
Não existe opinião pública, existe opinião publicada
Apaziguador é alguém que alimenta o crocodilo na esperança de ser o último a ser devorado.
“Fanático é alguém que não muda de idéia e não muda de assunto”
Penso,logo sou solteiro.
Você sempre pode contar com os americanos para fazer a coisa certa – depois de eles tentaram todo o resto.
O repórter pergunta ao velho Churchill, aos 80 e poucos anos...
- Churchill, qual o segredo dessa longevidade?
- O esporte, meu caro, o esporte... nunca o pratiquei.
Telegramas trocados entre Bernard Shaw (maior dramaturgo inglês do século 20) e Churchill (maior líder inglês do século idem).
Convite de Bernard Shaw para Churchill:
- Tenho o prazer e a honra de convidar o digno primeiro-ministro para a primeira apresentação de minha peça Pigmaleão. Venha e traga um amigo, se tiver.
Resposta de Churchill para Bernard Shaw:
- Agradeço o ilustre escritor pelo honroso convite. Infelizmente não poderei comparecer à primeira apresentação. Irei à segunda, se houver.
Quando Churchill fez 80 anos, um repórter de menos de 30 foi fotografá-lo e disse:
- Sir Winston, espero fotografá-lo novamente nos seus 90 anos.
Resposta de Churchill:
- Por que não? Você me parece bastante saudável.
Lady Nancy Astor foi a primeira mulher a fazer parte da Câmara dos Comuns no Reino Unido e odiava o primeiro ministro. Já Churchill detestava ser interrompido em seus discursos. Numa dessas ocasiões, Lady Astor interrompeu-o e vociferou:
- Se você fosse meu marido, Winston, eu envenenaria o seu chá.
E Winston Churchill, calmamente:
- Se eu fosse o seu marido, Nancy, eu tomaria.
O General Montgomery estava sendo homenageado, pois venceu Rommel na batalha da África, na IIª Guerra Mundial. Discurso do General Montgomery:
- Não fumo, não bebo, não prevarico e sou herói.
Churchill ouviu o discurso e com ciúme, retrucou:
- Eu fumo, bebo, prevarico e sou chefe dele.
Meu neto
Quando nasceu meu neto Guilherme, em 21 de outubro de 2004, fiquei tão empolgado que escrevi o texto abaixo para homenageá-lo. Agora que o garoto vai fazer sete anos, venho mostrar pra todos o “release” que escrevi naquele dia.
Guilherme toma posse na vida
Tomou posse na vida dia 21/10/2004 (quinta-feira, às 7h29, no Hospital Paulo Sacramento, Jundiaí, SP, o menino Guilherme Fioravante Ribeiro Piques, com seus 3.180 kg e 48 cm. A cerimônia de posse contou com a presença imprescindível da mãe, Camila, e do genitor, Wilsinho, que acompanhou o evento devidamente paramentado e quase não suportou a emoção, fugindo da sala de cirurgia para recuperar-se na primeira oportunidade, conforme testemunho posterior da Camila e do próprio médico.
Operada por profissionais do ramo, a cerimônia transcorreu sem qualquer transtorno para a mãe e filho, proporcionando ao Guilherme, vulgo “Gui”, a oportunidade de apreciar a luz do poder. Empossado no cargo, Guilherme não fez cerimônia e manifestou em alto e bom som o que todos esperavam ouvir, o seu oportuno e aguardado “buáááá”, no que foi devidamente estapeado nas incipientes tuberosidades calipígias (bunda).
Na sala contígua, aguardavam as avós Regina e Solange, uma das tantas tias (Dione) e este jovem avô que ora vos escreve, Alcir, na oportunidade empossado no cargo de assessor-vovô de comunicação para o longo e divertido mandato de Guilherme.
No quarto do Hospital Paulo Sacramento, a comitiva aguardou emocionada a aparição do pequeno Rei, que assomou no aposento grudado ao peito da mãe. A imprensa maldosa sugeriu, de imediato, que durante o seu mandato, Guilherme vai querer mesmo é mamar. Especialista viram fundamento nas afirmativas da mídia. À insinuação de nepotismo por parte da mesma imprensa, já que parentes próximos se tornaram assessores em cargos importantes, Guilherme, em sua primeira aparição pública após a posse, prometeu tacitamente um “gugu-dadá” para breve, em entrevista coletiva a ser agendada.
Cumpridos os procedimentos protocolares no Paulo Sacramento, Guilherme deslocou-se para seu castelo no sábado (24), de onde deverá reinar sobre seus domínios, onde sempre será tratado com pompa e circunstância pelos seus abobalhados súditos.
Vida longa ao Rei!
Assessoria de Imprensa do Guilherme – 22 de outubro de 2004
Guilherme toma posse na vida
Tomou posse na vida dia 21/10/2004 (quinta-feira, às 7h29, no Hospital Paulo Sacramento, Jundiaí, SP, o menino Guilherme Fioravante Ribeiro Piques, com seus 3.180 kg e 48 cm. A cerimônia de posse contou com a presença imprescindível da mãe, Camila, e do genitor, Wilsinho, que acompanhou o evento devidamente paramentado e quase não suportou a emoção, fugindo da sala de cirurgia para recuperar-se na primeira oportunidade, conforme testemunho posterior da Camila e do próprio médico.
Operada por profissionais do ramo, a cerimônia transcorreu sem qualquer transtorno para a mãe e filho, proporcionando ao Guilherme, vulgo “Gui”, a oportunidade de apreciar a luz do poder. Empossado no cargo, Guilherme não fez cerimônia e manifestou em alto e bom som o que todos esperavam ouvir, o seu oportuno e aguardado “buáááá”, no que foi devidamente estapeado nas incipientes tuberosidades calipígias (bunda).
Na sala contígua, aguardavam as avós Regina e Solange, uma das tantas tias (Dione) e este jovem avô que ora vos escreve, Alcir, na oportunidade empossado no cargo de assessor-vovô de comunicação para o longo e divertido mandato de Guilherme.
No quarto do Hospital Paulo Sacramento, a comitiva aguardou emocionada a aparição do pequeno Rei, que assomou no aposento grudado ao peito da mãe. A imprensa maldosa sugeriu, de imediato, que durante o seu mandato, Guilherme vai querer mesmo é mamar. Especialista viram fundamento nas afirmativas da mídia. À insinuação de nepotismo por parte da mesma imprensa, já que parentes próximos se tornaram assessores em cargos importantes, Guilherme, em sua primeira aparição pública após a posse, prometeu tacitamente um “gugu-dadá” para breve, em entrevista coletiva a ser agendada.
Cumpridos os procedimentos protocolares no Paulo Sacramento, Guilherme deslocou-se para seu castelo no sábado (24), de onde deverá reinar sobre seus domínios, onde sempre será tratado com pompa e circunstância pelos seus abobalhados súditos.
Vida longa ao Rei!
Assessoria de Imprensa do Guilherme – 22 de outubro de 2004
segunda-feira, setembro 14, 2009
Enfim voltei!
Gentens, VOLTEI!!!
Ce pensava que eu fui embora, ói eu aqui traveis.
Depois de alguns anos sem acesso ao meu próprio blog, meto o pé na porta, derrubo... vocês vão ter que me engolir. Hoje não, que eu tô com preguiça, mas logo estarei postando novos textos.
Abraço
Eu
Ce pensava que eu fui embora, ói eu aqui traveis.
Depois de alguns anos sem acesso ao meu próprio blog, meto o pé na porta, derrubo... vocês vão ter que me engolir. Hoje não, que eu tô com preguiça, mas logo estarei postando novos textos.
Abraço
Eu
terça-feira, março 13, 2007
Minhas peripécias no Cine Marajá
Entre 1968 e 72, eu era um jovem projecionista do Cine Marajá, no município de Franco da Rocha, SP. Solitário na cabina de projeção, cometi erros e aprontei algumas poucas e boas com resultados hilários. Para minha sorte, o dono do cinema, o tcheco-eslovaco Jorge Truksa, biotipo alemão, baixo e troncudo, já falecido, só tomou conhecimento dos fatos quando relatei os ocorridos em matéria que publiquei no jornal Juca Post anos atrás, quando o cinema fechou para dar espaço para uma nova igreja evangélica. Hoje o cinema funciona sob nova direção.
Uma vez dormi durante a projeção. Para quem não sabe, os filmes vinham em quatro, geralmente cinco rolos enlatados com cerca de 20 a 25 minutos de duração cada. Eu já havia visto o mesmo filme tantas vezes que cochilei quando a última parte estava quase no fim. Trancado na cabina, estirei-me em uma poltrona e ronquei. O arco voltaico (que lança a luz do filme à tela) apagou-se, a imagem na tela sumiu, mas o som continuou.
Era um dia de semana e havia uns poucos gatos pingados vendo o filme. Eles levantaram-se reclamando e foram embora porque sabiam que era o final. Jorge Truksa não estava. O único funcionário que estava lá, subiu correndo uma escada externa da cabine de projeção e bateu forte na porta trancada. Eu não ouvi; o barulho do projetor era alto. O funcionário espiou pelo buraco da fechadura e só viu minhas pernas estendidas, inertes. “Morreu!", pensou ele. Deu a volta correndo e abriu a porta do balcão que dava para a cabina acordando-me. Levantei-me num pulo até tomar consciência do que havia acontecido. O povo já tinha ido embora. “Não conte para o seu Jorge, pelo amor de Deus!", implorei eu ao rapaz. E ficou por isso mesmo.
Jorge Truksa morava em um sobrado ao lado do cinema. Eram muitos os gatos que viviam no seu quintal. Diante da tela do cinema, havia um palco com piso de assoalho limitado por uma pequena mureta diante das poltronas do cinema. Abaixo da tela havia a tubulação do ventilador, de uns sessenta centímetros de diâmetro com uma grade vertical de madeira. A tubulação ia dar no quintal do dono do cinema, onde ficava o motor com a hélice do grande ventilador. Eu via o filme pela “janelinha” da cabina quando vi um gato refletindo-se no brilho da tela no assoalho do palco. O bichano parou, olhou a movimentação da cena da tela e entrou calmamente no tubo do ventilador, que estava desligado. Corri para a chave e liguei a máquina, sabendo que a hélice estava longe, na outra ponta do tubo, e não iria ferir o gato. Voltei correndo para a “janelinha” para ver o resultado. Foi divertido: o gato, apavorado, saiu em disparada do ventilador, escorregou pelo piso encerado do palco, bateu na mureta e caiu no meio da platéia. Foi gente pulando e gritando pra todo lado naquele setor, na “fila do gargarejo”. Morrendo de rir, eu desliguei o ventilador impunemente.
Jorge abriu um cinema da cidade de Jarinu e faturou com uma idéia que aparece no filme Cinema Paradiso. A tática era a seguinte: ele alugava um filme para exibir em um cinema e exibia em dois, sem pagar mais por isso. O filme passava, digamos, na matinê (sessão da tarde) de domingo em Franco da Rocha e à noite em Jarinu. Aconteceu que eu estava treinando o projecionista de Jarinu. Lá não tinha matinê no começo, só a exibição da noite. Como eu trabalhava em Franco da Rocha e só ia pra Jarinu nas sextas, sábados e domingos à noite, logo arrumei uma namoradinha por lá, Ana Silvia, uma moreninha muito bonita. E, por causa dela, eu nunca ensinava tudo pro Chico, o trainee de lá, só para continuar indo mais vezes para a cidade. O dono do cinema reclamava e eu apelava: “Pô, Jorge, o cara é muito burro! Aprende devagar demais!” Coitado do Chico. Era alto, jeitão caipira e estrábico.
Aí aconteceu a merda. Eu passei um filme na matinê de Franco da Rocha, um outro projecionista assumiu a sessão noturna em Franco e nós partimos para Jarinu levando o filme na Kombi do Jorge. Aconteceu que eu, na minha ânsia de ver a namorada, esqueci a última parte do filme em Franco da Rocha. O cinema de Jarinu quase lotou. Deixei o Chico na projeção e sentei-me com a moça no escuro da platéia. Tudo ia bem até que o filme parou, as luzes acenderam e o Chico desceu como um louco para dentro do cinema, me procurando. Eu me levantei e ele gritou para que todos ouvissem: “Alcir, cadê a última parte do filme?” Eu gelei. Todos os olhos estavam voltados para mim. Viramos a Kombi de cabeça pra baixo, e nada! Vermelho como um pimentão, o velho Truksa postou-se diante da platéia, e explicou o problema: “a última parte do filme não estava disponível, que todos o desculpassem, que não havia nada a fazer, que isso não iria mais acontecer etc., etc.” O tcheco-eslovaco só não me matou por pouco. É mole?
Uma vez eu via o filme pela janelinha quando o cinema inteiro caiu na gargalhada. Não entendi: a cena na tela não tinha nada de engraçado. Os risos durante minutos. Só depois é que um funcionário me contou o ocorrido. O cinema tinha o salão principal e um balcão no alto, ao lado da cabina de projeção. O cinema estava em silêncio, todos atentos ao que se passava na tela, quando uma voz feminina veio do balcão, dizendo em alto e bom tom: “Tira a mão de mim, velho safado!”, seguido do ruído de tapas. Gargalhada geral na platéia.
Uma vez dormi durante a projeção. Para quem não sabe, os filmes vinham em quatro, geralmente cinco rolos enlatados com cerca de 20 a 25 minutos de duração cada. Eu já havia visto o mesmo filme tantas vezes que cochilei quando a última parte estava quase no fim. Trancado na cabina, estirei-me em uma poltrona e ronquei. O arco voltaico (que lança a luz do filme à tela) apagou-se, a imagem na tela sumiu, mas o som continuou.
Era um dia de semana e havia uns poucos gatos pingados vendo o filme. Eles levantaram-se reclamando e foram embora porque sabiam que era o final. Jorge Truksa não estava. O único funcionário que estava lá, subiu correndo uma escada externa da cabine de projeção e bateu forte na porta trancada. Eu não ouvi; o barulho do projetor era alto. O funcionário espiou pelo buraco da fechadura e só viu minhas pernas estendidas, inertes. “Morreu!", pensou ele. Deu a volta correndo e abriu a porta do balcão que dava para a cabina acordando-me. Levantei-me num pulo até tomar consciência do que havia acontecido. O povo já tinha ido embora. “Não conte para o seu Jorge, pelo amor de Deus!", implorei eu ao rapaz. E ficou por isso mesmo.
Jorge Truksa morava em um sobrado ao lado do cinema. Eram muitos os gatos que viviam no seu quintal. Diante da tela do cinema, havia um palco com piso de assoalho limitado por uma pequena mureta diante das poltronas do cinema. Abaixo da tela havia a tubulação do ventilador, de uns sessenta centímetros de diâmetro com uma grade vertical de madeira. A tubulação ia dar no quintal do dono do cinema, onde ficava o motor com a hélice do grande ventilador. Eu via o filme pela “janelinha” da cabina quando vi um gato refletindo-se no brilho da tela no assoalho do palco. O bichano parou, olhou a movimentação da cena da tela e entrou calmamente no tubo do ventilador, que estava desligado. Corri para a chave e liguei a máquina, sabendo que a hélice estava longe, na outra ponta do tubo, e não iria ferir o gato. Voltei correndo para a “janelinha” para ver o resultado. Foi divertido: o gato, apavorado, saiu em disparada do ventilador, escorregou pelo piso encerado do palco, bateu na mureta e caiu no meio da platéia. Foi gente pulando e gritando pra todo lado naquele setor, na “fila do gargarejo”. Morrendo de rir, eu desliguei o ventilador impunemente.
Jorge abriu um cinema da cidade de Jarinu e faturou com uma idéia que aparece no filme Cinema Paradiso. A tática era a seguinte: ele alugava um filme para exibir em um cinema e exibia em dois, sem pagar mais por isso. O filme passava, digamos, na matinê (sessão da tarde) de domingo em Franco da Rocha e à noite em Jarinu. Aconteceu que eu estava treinando o projecionista de Jarinu. Lá não tinha matinê no começo, só a exibição da noite. Como eu trabalhava em Franco da Rocha e só ia pra Jarinu nas sextas, sábados e domingos à noite, logo arrumei uma namoradinha por lá, Ana Silvia, uma moreninha muito bonita. E, por causa dela, eu nunca ensinava tudo pro Chico, o trainee de lá, só para continuar indo mais vezes para a cidade. O dono do cinema reclamava e eu apelava: “Pô, Jorge, o cara é muito burro! Aprende devagar demais!” Coitado do Chico. Era alto, jeitão caipira e estrábico.
Aí aconteceu a merda. Eu passei um filme na matinê de Franco da Rocha, um outro projecionista assumiu a sessão noturna em Franco e nós partimos para Jarinu levando o filme na Kombi do Jorge. Aconteceu que eu, na minha ânsia de ver a namorada, esqueci a última parte do filme em Franco da Rocha. O cinema de Jarinu quase lotou. Deixei o Chico na projeção e sentei-me com a moça no escuro da platéia. Tudo ia bem até que o filme parou, as luzes acenderam e o Chico desceu como um louco para dentro do cinema, me procurando. Eu me levantei e ele gritou para que todos ouvissem: “Alcir, cadê a última parte do filme?” Eu gelei. Todos os olhos estavam voltados para mim. Viramos a Kombi de cabeça pra baixo, e nada! Vermelho como um pimentão, o velho Truksa postou-se diante da platéia, e explicou o problema: “a última parte do filme não estava disponível, que todos o desculpassem, que não havia nada a fazer, que isso não iria mais acontecer etc., etc.” O tcheco-eslovaco só não me matou por pouco. É mole?
Uma vez eu via o filme pela janelinha quando o cinema inteiro caiu na gargalhada. Não entendi: a cena na tela não tinha nada de engraçado. Os risos durante minutos. Só depois é que um funcionário me contou o ocorrido. O cinema tinha o salão principal e um balcão no alto, ao lado da cabina de projeção. O cinema estava em silêncio, todos atentos ao que se passava na tela, quando uma voz feminina veio do balcão, dizendo em alto e bom tom: “Tira a mão de mim, velho safado!”, seguido do ruído de tapas. Gargalhada geral na platéia.
terça-feira, novembro 28, 2006
Carnaval do Clube Juventus em 71: uma quase-tragédia
Carnaval do Clube Juventus em 71: uma quase-tragédia
Vivi intensamente os anos 70. Por isso me sinto meio velho hoje. Foi nessa década que se deu minha formação político-cultural. Sob a mão pesada do regime militar, a gente respirava arte e cultura. Em 74, eu e meus amigos acampávamos muito. Com nossas músicas, participamos de Festival Amador de Música Popular na cidade. Em Franco da Rocha havia o Centro Comunitário, onde havia o Tececo, grupo local de teatro que montara a peça O Homem do Princípio ao Fim, de Millôr Fernandes. A gente curtia o local.
Estudávamos no Befama (resumo de Benedito Fagundes Marques, o colégio). O agito era a rua Jundiaí, com sua escadaria, a juventude sentada lá, paquerando. A bebida era cuba libre. Meus amigos, muitos. Os mais próximos, Pedro Quintanilha e Mário Ramos, moravam no meu bairro. Os dois desenhavam e pintavam bem. Mário tocava violão. Começamos, ou melhor, eles começaram a fazer umas máscaras com jeito indígena montadas sobre cascas de coqueiro. Aprendi e tentei fazer também. Foram tentar vender em São Paulo. Era 1971. Um sujeito gostou, conversou com eles e sugeriu que poderiam fazer a decoração de carnaval do salão do Juventus, na Moóca, ganhando um bom dinheiro.
Reunimo-nos e fomos conhecer o salão do clube e nos inscrever para apresentar um projeto. Eles desenharam um croqui do salão e parte externa útil, com medidas aproximadas... Dos três, só eu era maior de idade. Varamos noite, eles desenhando, eu sugerindo e dando idéias. Compomos um projeto intitulado “São Paulo de Luanda”, com temática afro. Na parte externa haveriam algumas cabanas de madeira coberta com sapé e grandes estandartes coloridos. Na parte interna, painés estilizados de guerreiros e temas afros etc. Colocamos um preço um pouco abaixo do limite proposto pelo Juventus.
Havia mais uns cinco projetos concorrentes. A diretoria do clube eliminou alguns e sobraram o nosso e mais dois. Em seguida nos informaram que só permaneciam concorrendo o nosso projeto e um outro, de um japonês. Aí caiu a ficha para mim: o trabalho seria complicado, exigiria mão-de-obra para serrar, recortar, desenhar, pintar, instalar etc. E nós nada tínhamos a não ser as idéias e a boa vontade... de ganhar muito dinheiro.
Pensei comigo: se formos escolhidos, quem terá de assinar o contrato serei eu, o único maior de idade. E o prazo para entregar o salão decorado era um tanto curto. E ficamos com medo de algum maluco botar fogo nas cabanas. E outros medos vieram... E eu amarelei: “não temos estrutura nem experiência, vamos desistir! Nós não conseguiremos montar a coisa a tempo. Imaginem, argumentei eu, a gente pagando o mico de acabar com o carnaval do clube Juventus! Vai ser uma tragédia! Eles matam a gente!”
Desistimos. E deixamos o tal de japonês faturar a grana. Hoje Pedro Quintanilha é um artista plástico de primeira linha na região. E Mário Ramos é enfermeiro de plataforma de petróleo da Petrobrás na Bacia de Campos,Rio de Janeiro. E piloto comercial de avião... e instrutor de vôo do aeroclube de Jundiaí. Enquanto isso, eu...
Vivi intensamente os anos 70. Por isso me sinto meio velho hoje. Foi nessa década que se deu minha formação político-cultural. Sob a mão pesada do regime militar, a gente respirava arte e cultura. Em 74, eu e meus amigos acampávamos muito. Com nossas músicas, participamos de Festival Amador de Música Popular na cidade. Em Franco da Rocha havia o Centro Comunitário, onde havia o Tececo, grupo local de teatro que montara a peça O Homem do Princípio ao Fim, de Millôr Fernandes. A gente curtia o local.
Estudávamos no Befama (resumo de Benedito Fagundes Marques, o colégio). O agito era a rua Jundiaí, com sua escadaria, a juventude sentada lá, paquerando. A bebida era cuba libre. Meus amigos, muitos. Os mais próximos, Pedro Quintanilha e Mário Ramos, moravam no meu bairro. Os dois desenhavam e pintavam bem. Mário tocava violão. Começamos, ou melhor, eles começaram a fazer umas máscaras com jeito indígena montadas sobre cascas de coqueiro. Aprendi e tentei fazer também. Foram tentar vender em São Paulo. Era 1971. Um sujeito gostou, conversou com eles e sugeriu que poderiam fazer a decoração de carnaval do salão do Juventus, na Moóca, ganhando um bom dinheiro.
Reunimo-nos e fomos conhecer o salão do clube e nos inscrever para apresentar um projeto. Eles desenharam um croqui do salão e parte externa útil, com medidas aproximadas... Dos três, só eu era maior de idade. Varamos noite, eles desenhando, eu sugerindo e dando idéias. Compomos um projeto intitulado “São Paulo de Luanda”, com temática afro. Na parte externa haveriam algumas cabanas de madeira coberta com sapé e grandes estandartes coloridos. Na parte interna, painés estilizados de guerreiros e temas afros etc. Colocamos um preço um pouco abaixo do limite proposto pelo Juventus.
Havia mais uns cinco projetos concorrentes. A diretoria do clube eliminou alguns e sobraram o nosso e mais dois. Em seguida nos informaram que só permaneciam concorrendo o nosso projeto e um outro, de um japonês. Aí caiu a ficha para mim: o trabalho seria complicado, exigiria mão-de-obra para serrar, recortar, desenhar, pintar, instalar etc. E nós nada tínhamos a não ser as idéias e a boa vontade... de ganhar muito dinheiro.
Pensei comigo: se formos escolhidos, quem terá de assinar o contrato serei eu, o único maior de idade. E o prazo para entregar o salão decorado era um tanto curto. E ficamos com medo de algum maluco botar fogo nas cabanas. E outros medos vieram... E eu amarelei: “não temos estrutura nem experiência, vamos desistir! Nós não conseguiremos montar a coisa a tempo. Imaginem, argumentei eu, a gente pagando o mico de acabar com o carnaval do clube Juventus! Vai ser uma tragédia! Eles matam a gente!”
Desistimos. E deixamos o tal de japonês faturar a grana. Hoje Pedro Quintanilha é um artista plástico de primeira linha na região. E Mário Ramos é enfermeiro de plataforma de petróleo da Petrobrás na Bacia de Campos,Rio de Janeiro. E piloto comercial de avião... e instrutor de vôo do aeroclube de Jundiaí. Enquanto isso, eu...
sexta-feira, novembro 24, 2006
Meus correspondentes estrangeiros
No início dos anos 80, sedento por leituras, tive acesso à revista "Cadernos do Terceiro Mundo", uma publicação de esquerda editada em vários países. Ali, na seção de cartas, peguei alguns endereços de estrangeiros e mandei correspondência. Nem imaginava em que cumbuca estava metendo a mão. Em algum tempo, já tinha correspondentes espalhados por vários países de língua portuguesa ou espanhola, além de outros, desde que se comunicassem nesses idiomas. Lembro-me de Angola, Moçambique e Guiné-Bissau na África, Chile, Equador, Costa Rica, Porto Rico, Argentina e Perú nas Américas, mais Japão e Itália. Só respondia a cartas interessantes, não mais.
E contatei figuras ímpares. No Peru, por exemplo, mantive contato por anos com Júlio César Pantigoso Barreto, camarada de ultra-esquerda que começava e terminava seus manuscritos com vivas “à Revolução”, “à Liberdade dos Povos Latino-Americanos”, “ao Maoísmo”... Logo percebi: Júlio César, que me escrevia com endereço falso (já que eu possuía o verdadeiro) era integrante do Sendero Luminoso, grupo guerrilheiro de extrema-esquerda, liderado por Abimael Gúzman, hoje preso. Ele me colocou em contato com a jornalista norte-coreana Ri Mi Sun, que vivia num endereço que, se não me falha a memória, era mais ou menos assim: Shinjuku-ku, Hachiman Cho, Tókio, Japão (não estou seguro da grafia, mas a sonoridade é essa).
Ri Mi Sun falava coreano, japonês, inglês e espanhol. Por sua vez, ela me pôs em contato com o jornal Korea Popular, editado em espanhol, e mandou-me de presente de aniversário (após certificar-se de que eu era fumante), cigarros de vários países, postais lindíssimos da Coréia comunista e um isqueiro em forma de caneta banhado a ouro.
O peruano Júlio César me fez saber que havia um grupo de várias nacionalidades que formava uma corrente de correspondência espalhado pelo mundo. E inseriu-me nele. Todos tinham pensamentos de esquerda. Se um se calava, havia uma série de contatos preocupados para saber se alguém tivera contato com "sumido".
Da África vinham cartas com pedidos inusitados. Um angolano mandou-me uma carta nos seguintes termos: Caro amigo, minha casa foi bombardeada pelos boers (militares brancos descendentes de holandeses, da racista África do Sul) e perdi tudo. Peço sua ajuda. Mande-me, por favor dois pares de sapatos número 44, duas calças tamanho grande, duas camisas, um saco de arroz, outro de açúcar...
É mole? Moças pediam sandálias Melissa, mas que eu mandasse um pé antes e outro depois, senão roubavam nos correios de lá. E homens pediam fotos de brasileiras de fio dental na praia, revistas pornográficas e por aí em diante. Um angolano pediu um cartão postal da cidade de Gramado (RS) com neve! E outro disse gostar de informar-se sobre índios brasileiros. E citou as tribos Cheyennes, Comanches, Syoux...
A Costa Rica era o país onde eu mais tinha correspondentes. Comecei mandando cartas aos jornais La Nación e La Republica, pedindo contatos. Semanas depois o carteiro me entregou um pacote com mais de 150 cartas e disse: divirta-se! Tinha de tudo, principalmente crianças e adolescentes. Havia correntes de oração, uma cantora de bolero, a filha de um escritor, e evangélicos. De lá, um sujeito mandou-me uma foto sua na selva com guerrilheiros e camponeses, diante de uma bandeira vermelha e preta com a inscrição: FSLN (Frente Sandinista de Libertação Nacional, Nicarágua).
Vieram da África algumas cartas em idioma que não consegui identificar. Não era inglês, francês, alemão, italiano... Fiquei sem saber. Na época eu sabia um pouco de espanhol, o suficiente para me corresponder sem passar grandes vergonhas. Essas pessoas me encheram de moedas de seus países, notas em papel, postais, selos e pequenos presentes. Com essas correspondências, aprendi na época que a moeda de Angola era o kwanza, de Moçambique era o metical e de algum país africano, o butut, da Zâmbia, eu acho.
Um dia me enchi e parei de responder às cartas, justo na época em que começavam a chegar cartas de Cuba...
E contatei figuras ímpares. No Peru, por exemplo, mantive contato por anos com Júlio César Pantigoso Barreto, camarada de ultra-esquerda que começava e terminava seus manuscritos com vivas “à Revolução”, “à Liberdade dos Povos Latino-Americanos”, “ao Maoísmo”... Logo percebi: Júlio César, que me escrevia com endereço falso (já que eu possuía o verdadeiro) era integrante do Sendero Luminoso, grupo guerrilheiro de extrema-esquerda, liderado por Abimael Gúzman, hoje preso. Ele me colocou em contato com a jornalista norte-coreana Ri Mi Sun, que vivia num endereço que, se não me falha a memória, era mais ou menos assim: Shinjuku-ku, Hachiman Cho, Tókio, Japão (não estou seguro da grafia, mas a sonoridade é essa).
Ri Mi Sun falava coreano, japonês, inglês e espanhol. Por sua vez, ela me pôs em contato com o jornal Korea Popular, editado em espanhol, e mandou-me de presente de aniversário (após certificar-se de que eu era fumante), cigarros de vários países, postais lindíssimos da Coréia comunista e um isqueiro em forma de caneta banhado a ouro.
O peruano Júlio César me fez saber que havia um grupo de várias nacionalidades que formava uma corrente de correspondência espalhado pelo mundo. E inseriu-me nele. Todos tinham pensamentos de esquerda. Se um se calava, havia uma série de contatos preocupados para saber se alguém tivera contato com "sumido".
Da África vinham cartas com pedidos inusitados. Um angolano mandou-me uma carta nos seguintes termos: Caro amigo, minha casa foi bombardeada pelos boers (militares brancos descendentes de holandeses, da racista África do Sul) e perdi tudo. Peço sua ajuda. Mande-me, por favor dois pares de sapatos número 44, duas calças tamanho grande, duas camisas, um saco de arroz, outro de açúcar...
É mole? Moças pediam sandálias Melissa, mas que eu mandasse um pé antes e outro depois, senão roubavam nos correios de lá. E homens pediam fotos de brasileiras de fio dental na praia, revistas pornográficas e por aí em diante. Um angolano pediu um cartão postal da cidade de Gramado (RS) com neve! E outro disse gostar de informar-se sobre índios brasileiros. E citou as tribos Cheyennes, Comanches, Syoux...
A Costa Rica era o país onde eu mais tinha correspondentes. Comecei mandando cartas aos jornais La Nación e La Republica, pedindo contatos. Semanas depois o carteiro me entregou um pacote com mais de 150 cartas e disse: divirta-se! Tinha de tudo, principalmente crianças e adolescentes. Havia correntes de oração, uma cantora de bolero, a filha de um escritor, e evangélicos. De lá, um sujeito mandou-me uma foto sua na selva com guerrilheiros e camponeses, diante de uma bandeira vermelha e preta com a inscrição: FSLN (Frente Sandinista de Libertação Nacional, Nicarágua).
Vieram da África algumas cartas em idioma que não consegui identificar. Não era inglês, francês, alemão, italiano... Fiquei sem saber. Na época eu sabia um pouco de espanhol, o suficiente para me corresponder sem passar grandes vergonhas. Essas pessoas me encheram de moedas de seus países, notas em papel, postais, selos e pequenos presentes. Com essas correspondências, aprendi na época que a moeda de Angola era o kwanza, de Moçambique era o metical e de algum país africano, o butut, da Zâmbia, eu acho.
Um dia me enchi e parei de responder às cartas, justo na época em que começavam a chegar cartas de Cuba...
terça-feira, novembro 07, 2006
A evolução das espécies...


O cabeçudinho aí do lado, da foto em preto e branco, sou eu, eu mesmo, Alcir Rodrigues de Oliveira. Ou era eu, pelo menos no século passado. Neste novo milênio, depois de intenso esforço evolutivo, meus agradecimentos a Charles Darwin, que me fez compreender. Afinal, aquilo deu nisso, esse bichim bunitim... Eitcha!!!
Meus haicais
A arte do Haicai, ou hai-cai, como preferem alguns, é muito bacana. Escrever sumariamente, deixando a mensagem forte na última frase, o “ferrão do escorpião”, parece fácil. Me aventurei algumas vezes a tentar. Deu nisso:
Pegue a trilha
vá embora
mas, favor,
leva sua trilha sonora.
De bar em bar,
um balcão
onde escorar
o meu azar.
Com sangue,
tudo se expande
a guerra, a morte,
a glande.
Calei “nãos”
ganhei viço
serei eu só isso?
O dia em que nasci
foi assim
apressado
nasceu antes de mim.
Pegue a trilha
vá embora
mas, favor,
leva sua trilha sonora.
De bar em bar,
um balcão
onde escorar
o meu azar.
Com sangue,
tudo se expande
a guerra, a morte,
a glande.
Calei “nãos”
ganhei viço
serei eu só isso?
O dia em que nasci
foi assim
apressado
nasceu antes de mim.
segunda-feira, novembro 06, 2006
A mídia, a mitologia e eu
Sou jornalista há muitos anos e até hoje as pessoas, principalmente os colegas, pasmam quando digo que não vejo TV nem ouço rádio. Não tenho mesmo a cultura do ouvinte de rádio. Diante da TV, a minha paciência acaba em minutos. Posso até ver um bom filme, um noticiário ou futebol, mas não tenho o menor interesse pela TV pois qualquer coisa, qualquer outro programa, ou um pouquinho de sono, e eu já abandono a telinha. Adoro jornal impresso, sou viciado nessa leitura. Antes eu ouvia rádio raríssimamente (Rádio USP ou Mix, não mais) quando lavava o carro aos sábados, ou dirigindo, o que fazia muito pouco.
E aí me perguntam os incrédulos:
- Então, o que você faz então com seu tempo livre???
Respondo com dose cavalar de ironia:
- Oras, como sou fã da mitologia greco-romana, costumo prestar minhas oblações a Baco, Eros e Morfeu, nessa ordem.
E aí me perguntam os incrédulos:
- Então, o que você faz então com seu tempo livre???
Respondo com dose cavalar de ironia:
- Oras, como sou fã da mitologia greco-romana, costumo prestar minhas oblações a Baco, Eros e Morfeu, nessa ordem.
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