Rico não paga imposto. A lista dos grandes sonegadores é segredo. O Congresso preza em operar a favor das elites, sonegadoras diga-se. Só a Rede Globo sonegou coisa de $ 1 bilhão. Mas nós, pobres e assalariados, bons apagadores, não escapamos e pagamos o Imposto de Renda, como se salário fosse renda. A pequena porcentagem de grandes ricos do Brasil loteia as riquezas do país entre si e não suportam a ideia de justiça social, não aceitam políticas públicas e de distribuição de renda como as que o Lula implantou e como dá continuidade a Dilma.
Em reunião de grandes empresários, um deles vociferou que a culpa do atraso da economia brasileira é o salário mínimo, por ser muito alto. Pasmem, meus caros.Esses caras são de um cinismo sem tamanho. Impressionante: o salário mínimo é alto demais, não opinião desse, desse...
É preciso transformar este País, torná-lo uma Nação decente, um País para TODOS!
segunda-feira, agosto 04, 2014
segunda-feira, abril 07, 2014
Comovente, revoltante
Uma vez, há anos, presenciei uma cena revoltante e comovente
em uma pizzaria de minha cidade, Franco da Rocha, SP. Numa mesa uns cinco
meninos visivelmente evangélicos, pediram uma pizza. Riam discretamente,
estavam felizes em seus terninhos e com suas Bíblias. Certamente haviam acabado
de sair do culto. Mais mesas estavam ocupadas. Numa dessas uns três ou quatro
rapazes bebiam cerveja. Talvez o dinheiro que traziam no bolso não desse para mais que isso. E vendo os evangélicos recebendo uma deliciosa pizza, um deles revoltou-se. Digo isso por causa das cenas que se seguiram.
Chegou a pizza do primeiro grupo. Começaram a comer com
alegria, garotos ainda. De repente, um rapaz do segundo grupo levantou-se,
aproximou-se da mesa dos evangélicos e falou alto alguma coisa para o menino
maior, que parecia ser o líder deles. Em seguida, sem motivo algum, aplicou-lhe
violenta bofetada no rosto. Todos empalideceram sem acreditar que uma coisa
dessas pudesse acontecer. Envergonhado e incapaz de reagir, o garoto agredido baixou a cabeça e começou a chorar. O valentão se exibia para os
amigos que riam. Achava-se o máximo. O dono da casa os colocou para fora, mas
eles não foram embora. Ficaram na porta esperando os garotos evangélicos
saírem. Foi preciso que o dono chamasse uma viatura policial para que os meninos
evangélicos pudessem ir embora sem sequer terem saboreado a pizza que ficou
esfriando na mesa. O que, para eles, seria uma reunião alegre entre amigos, se
transformou em momentos humilhantes.
Jovens violentos como aqueles, há muitos por aí, por aqui,
por todo lugar. Eu preferia não ter presenciado isso. Eu podia muito bem ter
ido dormir em paz. Os meninos evangélicos também.
Pior - De outra feita, por volta das 9hs da noite de uma quarta-feira, eu bebia minha cerveja e lia meu jornal. Um casal amigo me cumprimentou e sentou-se numa mesa próxima. Dali há uns instantes, percebi uma agitação diante de um comércio ao lado. Era briga, coisa que prefiro evitar assistir. Mas pensei que podia ser um irmão meu, ou um grande amigo. Levantei-me e fui até a porta conferir. Me arrependi, devia ter ficado no meu lugar.
Dois sujeitos agrediam um terceiro que estava de joelhos. Um
dos agressores bateu com um pedaço de pau na cabeça deste, e o outro, com uma
faca na mão, tentou passar a lâmina na garganta do rapaz abaixado que,
percebendo o perigo, encolheu-se todo, livrando-se do corte na garganta. Então
o rapaz da faca passou a golpear suas costas e olhava nervoso para a rua, certamente
para ver se nenhuma viatura se aproximava. O rapaz esfaqueado gritava.
Voltei para dentro estarrecido. O casal me olhou com os
olhos esbugalhados: O que tá acontecendo? E eu: Gente, um cara tá sendo esfaqueado ali na calçada!
Horror geral. A moça disse pro parceiro: Vamos embora, vamos embora! Ainda vi os dois agressores passarem correndo e desaparecerem. E fui até porta e vi o esfaqueado indo na calçada, as costas ensanguentadas, as mãos na cabeça e gritando: Mãe, mãe! Mais tarde
eu soube que o rapaz ferido fora levado ao hospital e não corria risco de vida.
Teve sorte que o agressor não aprofundou a lâmina; ele dera picadas leves.
As noites não são mais as mesmas. É preciso muito, muito
cuidado ao sair de casa. Mesmo ao ficar em casa: muito cuidado.
sábado, fevereiro 22, 2014
A Civilização
“Civilização é o estágio de
desenvolvimento cultural em que se encontra um determinado povo.
Este desenvolvimento cultural é representando pelas técnicas dominadas,
relações sociais, crenças, fatores econômicos e criação artística.” Esse é o
conceito grego da civilização. Curiosamente, "civilização" é palavra derivada de "civil". Militar não conta. Por isso sempre afirmo que sou 100% civil, de corpo e alma.
Mas, que civilização é essa que permite que crianças morram
de fome aos montes? Veja a África. Que desenvolvimento
é esse que põe homens na Lua, desenvolve computadores e máquinas moderníssimas,
artes impressionantes, cura de muitas doenças mas, ao mesmo tempo, aceita que uma criança não tenha um pão velho pra comer? Que “estágio de
desenvolvimento cultural” é esse que aceita a fome e descansa em paz a cabeça
no travesseiro? Que humanidade civilizada poderia destinar imensas fortunas no desenvolvimento e produção de armas mortíferas cada vez mais eficientes mas se recusa a liberar recursos ao combate efetivo da miséria? Esse não é o mundo dos meus sonhos. Detesto armas, tenho nojo delas só de vê-las.
“Todo animal luta até a morte pelo seu alimento, menos o homem
que morre de fome sem ter coragem de quebrar uma vidraça para pegar a comida
que lhe falta, tendo-a ao alcance das mãos”, escreveu o romancista e poeta
peruano Manuel Scorza. Veja essa piada, veja se você consegue rir sem rubor nas
faces.
Pergunta: Por que Papai Noel não vai à África?
Resposta: Porque criança que não come não ganha presente.
Achou engraçado isso? Eu não.
domingo, dezembro 29, 2013
Eu sou um chorão
Eu sou um chorão. Não aparento, mas sou. Certa vez eu estava
lendo meu jornal e tomando minha gelada numa certa mesa. Sentaram-se perto um
casal com uma pequena menina. Quando dei por mim, a menininha – uns quatro
anos, estava ao meu lado espiando o que eu estava lendo. A mãe a chamou de
volta:
- Filha, vem pra cá, deixa o moço em paz.
Eu disse que podia deixar, que nenhuma criança me atrapalharia,
em especial uma criança tão linda. E comecei a conversar com a pequenina
desinibida. Depois ela foi pra junto dos pais e a mãe me explicou que ela veio até
mim porque eu era muito parecido com o avô dela. A pequenina voltou mais uma
vez. Depois sossegou.
Quando saíram, o casal se despediu de mim. Foi então que a menina me
surpreendeu, me comoveu quando disse-me:
- Tchau, vô.
Eu respondi, eles foram embora e nem notaram que fiquei com
os olhos cheios de lágrimas. Nunca mais os vi, nunca mais vou esquecer aquela
criança. Eu sou mesmo um chorão.
domingo, dezembro 22, 2013
terça-feira, dezembro 17, 2013
Fotos antigas e preciosas de Franco da Rocha
Para ver melhor essas joias raras, copiei e amplie para que os detalhes de revelem. Quem nasceu ou vive aqui há muito tempo vai se emocionar. Aqui é o município de Franco da Rocha, Estado de São Paulo, Brasil.
A avenida Sete de Setembro, imagem antiga. Veja os modelos
de carros que predominavam na cidade.
Imagens como estas devem ser preservadas para sempre, para que a juventude e novos moradores conheçam o passado de Franco da Rocha e suas memórias.
Foto antiga, mais antiga que eu, do Hospital Psiquiátrico do
Juquery provoca emoções e nostalgia. Nota-se a ausência de edificações ainda
não construídas, a inexistência dos grandes jardins e do campo de futebol. No
alto, o conjunto dos prédios principais. Descendo pela avenida, a casa onde
moravam antigos diretores e que, depois foi Escola de Enfermagem e Museu.
Bem abaixo, no canto direito da foto, vê-se a antiga ponte
sobre o rio Juquery, onde substituída. Ali não há ainda a guarita que vigiava a
entrada do complexo.
Ao lado outra foto do mesmo ângulo, desta vez com jardins e o
campo de futebol
Antigo Bar da Etelvina, já demolido.
Ele ficava na esquina da rua Angelo Sestini com a rua Azevedo Soares.
A prefeitura, a Câmara municipal e o ginásio Rogério Seixas
em obras.
quinta-feira, dezembro 05, 2013
A Escola de Enfermagem do Juquery
Lembro-me que, nos anos 1970 (até bem antes), a escola de enfermagem que havia no Juquery era muito respeitada e formava bons profissionais na época. Eu trabalhava na Estrada de Ferro e sou testemunha do respeito que essa escola impunha, tanto que a ferrovia fazia parar, por causa desses estudantes, trens expressos da Fepasa, mais confortáveis, que normalmente passavam sem parar na estação de Franco da Rocha. Eles vinham de Jundiaí e só paravam nas estações de Lapa e Luz.
Mas, às 6hs da manhã, um expresso parava na estação da cidade para levar os estudantes daquela escola que iam fazer estágio em SP. Assim, outros passageiros com destino a SP também podiam usar o expresso nesse horário. Na volta dos estudantes de enfermagem, um outro expresso Fepasa os trazia de São Paulo parando nesta estação às 12h35.
Bons tempos aqueles.
domingo, novembro 03, 2013
Briga em velório de criança?
Há histórias reais que são difíceis de acreditar. Bairros antigos de Franco da Rocha são ricos em ocorrências inusitadas. O centro da cidade, mais ainda. Ouvi uma história supostamente acontecida na Vila Ramos município de Franco da Rocha, SP) ali pelos anos 60 que preciso checar, mas ainda não encontrei testemunhas.
Havia um valentão que frequentava a vila. O apelido era Segurão. Brigão, famoso e temido, entrava nos bares a cavalo e encrencava sempre com os mais fortes. Os moradores antigos confirmam que Segurão gostava de demostrar ser destemido. Sem nenhuma proteção, metia a mão nas chaves de eletricidade dos bares (110 volts) e aguentava os choques sem fazer careta. Em casa, criava cascavéis; morreu picado por uma delas.
Nesse tempo, os velórios reuniam as mulheres na sala onde era servido café e biscoitos. Os homens ficavam no quintal bebendo pinga e conversando. Na ocasião, o corpo velado era o de uma criança. Madrugada avançada, Segurão chega já calibrado e vai direto pra turma da pinga. Não demora e a briga começa, entra sala adentro e derruba o caixão deixando o corpo da criança falecida estendida no chão da sala, para horror dos presentes. Não sei o que aconteceu depois. Mas me contaram que foi assim.
Arrepiante!
Havia um valentão que frequentava a vila. O apelido era Segurão. Brigão, famoso e temido, entrava nos bares a cavalo e encrencava sempre com os mais fortes. Os moradores antigos confirmam que Segurão gostava de demostrar ser destemido. Sem nenhuma proteção, metia a mão nas chaves de eletricidade dos bares (110 volts) e aguentava os choques sem fazer careta. Em casa, criava cascavéis; morreu picado por uma delas.
Nesse tempo, os velórios reuniam as mulheres na sala onde era servido café e biscoitos. Os homens ficavam no quintal bebendo pinga e conversando. Na ocasião, o corpo velado era o de uma criança. Madrugada avançada, Segurão chega já calibrado e vai direto pra turma da pinga. Não demora e a briga começa, entra sala adentro e derruba o caixão deixando o corpo da criança falecida estendida no chão da sala, para horror dos presentes. Não sei o que aconteceu depois. Mas me contaram que foi assim.
Arrepiante!
sábado, outubro 26, 2013
Procura-se fazedores da cidade
Uma cidade se faz com homens e mulheres providas de alma luminosa. Que abraçam sua rua como quem abraça o filho. Que olha com respeito para o passado e vê com satisfação as transformações que se concretizaram. No entanto, o que mais se vê infestando as ruas e bares são almas sombrias, pessoas vazias, movidas por um instinto animal, contando vantagens e exibindo posses e poses sem produzir nada interessante. Esses são aqueles que mais reclamam e sempre criticam tudo.
O que Franco da Rocha precisa é de cabeças pensantes, é de fazedores da cidade, é de pessoas dispostas a dar vassouradas vigorosas neste lugar, tornando-o habitável e agradável. É preciso afastar os interesseiros, os gananciosos, os maldosos, os mau-caráter loucos por dinheiro. É preciso por pra correr os incompetentes, os preguiçosos, os parasitas nocivos, os ladrões de idéias e de ideais.
Uma historinha:
Conta-se que o Rei de Espanha, em certa época, foi visitar as obras da fabulosa Catedral de São Tiago. Ali, o Rei encontrou um homem misturando areia e cal. Perguntou-lhe: - O que faz, meu bom homem? E o homem, depois das reverências devidas: - Estou fazendo argamassa para juntar pedras e levantar paredes, Majestade. O Rei seguiu caminho e viu um homem quebrando pedras: O que faz você , meu bom homem? E o obreiro: Quebro pedras para erguer paredes, meu Rei. Depois viu um homem que entortava arcos de ferro. – Eu estou montando vitrais, Majestade. Em seguida o Rei de Espanha deparou com um menino carregando um saco de pedras.
- E você? O que faz, meu rapaz?
E o menino, todo orgulhoso:
- Estou fazendo uma catedral, Majestade.
Assim, enquanto muitos vão se locupletando, poucos, muito raros, erguem uma cidade. Pouquíssimos olham com amor para essas ruas feias, esses bairros encardidos, e sonham com ruas limpas, calçadas quadriculadas, jardins, manhãs de sol onde uma juventude sorridente e colorida namore, cante , colha flores. É segurar pra não chorar...
O que Franco da Rocha precisa é de cabeças pensantes, é de fazedores da cidade, é de pessoas dispostas a dar vassouradas vigorosas neste lugar, tornando-o habitável e agradável. É preciso afastar os interesseiros, os gananciosos, os maldosos, os mau-caráter loucos por dinheiro. É preciso por pra correr os incompetentes, os preguiçosos, os parasitas nocivos, os ladrões de idéias e de ideais.
Uma historinha:
Conta-se que o Rei de Espanha, em certa época, foi visitar as obras da fabulosa Catedral de São Tiago. Ali, o Rei encontrou um homem misturando areia e cal. Perguntou-lhe: - O que faz, meu bom homem? E o homem, depois das reverências devidas: - Estou fazendo argamassa para juntar pedras e levantar paredes, Majestade. O Rei seguiu caminho e viu um homem quebrando pedras: O que faz você , meu bom homem? E o obreiro: Quebro pedras para erguer paredes, meu Rei. Depois viu um homem que entortava arcos de ferro. – Eu estou montando vitrais, Majestade. Em seguida o Rei de Espanha deparou com um menino carregando um saco de pedras.
- E você? O que faz, meu rapaz?
E o menino, todo orgulhoso:
- Estou fazendo uma catedral, Majestade.
Assim, enquanto muitos vão se locupletando, poucos, muito raros, erguem uma cidade. Pouquíssimos olham com amor para essas ruas feias, esses bairros encardidos, e sonham com ruas limpas, calçadas quadriculadas, jardins, manhãs de sol onde uma juventude sorridente e colorida namore, cante , colha flores. É segurar pra não chorar...
sexta-feira, outubro 11, 2013
Viu a uva?
Meu neto, o único por enquanto, nasceu em 2004. Eu trabalhava na Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Santo André, SP. Éramos mais de quinze jornalistas atuando na área. Todos os dias, quando eu chegava para trabalhar, uma jornalista de Santos me perguntava com ironia:
- Vovô viu a uva?
Como eu realmente havia sido promovido a vovô, achava divertido. Mas a repetição da mesma piada me encheu os pacovás, até que quando, pela enésima vez, ela fez a mesma pergunta, eu lhe dei um troco espirituoso e definitivo para riso geral:
Ela: - Vovô viu a uva?
E eu: Não! Esta noite vovô viu a vulva.
Ponto final. Nunca mais ouvi dela essa piadinha. É assim que se faz. Depois disso, durante meses, um outro colega oriundo de Mairiporã, SP, me perguntava com ironia indireta para ela:
- E aí, Alcir? Vovô tem visto a uva?
E eu: - Sim, mas não com a variedade que gostaria, nem com a frequência que deveria.
sábado, outubro 05, 2013
Bulling Geopolítico
Os americanos espionando o Brasil para levar vantagens comerciais representa um desrespeito sem precedentes. Para os americanos nenhum outro povo, que não eles, merece respeito. É o bulling geopolítico: o fortão abusando dos mais fracos. Por isso o 11 de setembro.
O Brasil não pode ficar agradando o crocodilo na esperança de ser o último a ser devorado. Apesar de todas as nossas vergonhas, temos que preservar um mínimo de dignidade. Nossa soberania é sagrada. Para eles, a Liberdade é só uma estátua.
Sou brasileiro. Gosto de sê-lo. Não tenho afinidade com rambinhos fortões, armados e idiotas. Afinal, a Presidenta Dilma Roussef, democraticamente eleita, tem direito a banhar-se e trocar de roupas sem nenhum americano a espioná-la pelo buraco da fechadura
O Brasil não pode ficar agradando o crocodilo na esperança de ser o último a ser devorado. Apesar de todas as nossas vergonhas, temos que preservar um mínimo de dignidade. Nossa soberania é sagrada. Para eles, a Liberdade é só uma estátua.
Sou brasileiro. Gosto de sê-lo. Não tenho afinidade com rambinhos fortões, armados e idiotas. Afinal, a Presidenta Dilma Roussef, democraticamente eleita, tem direito a banhar-se e trocar de roupas sem nenhum americano a espioná-la pelo buraco da fechadura
quinta-feira, outubro 03, 2013
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terça-feira, outubro 01, 2013
Minha música censurada
O regime militar acabou em 1985 no Brasil. Em 1982, o município de Caieiras promoveu um Festival Amador de Música Popular Brasileira, cujo bordão era “O Sagitário vai cantar”. Um festival amador de música agita uma cidade, atrai o interesse da juventude e revela artistas criadores. Compositores de várias cidades se inscrevem e trazem suas torcidas para animar ainda mais a festa.
As músicas inscritas são pré-selecionadas pela comissão organizadora ou pelos jurados, quando escolhem as melhores que irão participar das eliminatórias. As que não passam por essa primeira peneira, esse primeiro crivo, por serem muito ruins ou por não obedecerem o regulamento, são previamente eliminadas. As demais são agrupadas para serem apresentadas e avaliadas em duas ou três eliminatórias com acesso do público. As que passam por esse segundo crivo vão para a grande final.
Eu, animado por amigos, inscrevi uma música que havia acabado de compor, que denominei “Amazônia”. Não sou músico, mas toco um pouco de violão, o que me permitiu compor meia dúzia de músicas. Mas a que inscrevi não passou pela primeira peneira, sendo eliminada já na pré-seleção. Fiquei chateado, era uma bela música e com uma letra instigante. Paciência.
Poucas semanas depois de saber da desclassificação, encontrei um amigo de Franco da Rocha, com quem mantive um diálogo aproximadamente como se segue:
- Bela música a sua, a “Amazônia”, disse o amigo.
E eu:
- Mas, de onde você conhece a minha música?
- Eu trabalho na Prefeitura de Caieiras e estava na sala quando aconteceu a avaliação da sua música. Discutiram pra caramba, as opiniões se dividiram e houve discórdia aguda. Uns caras do Juri adoraram a música, outros a detestaram e falavam que era “coisa de comunista”, que não era bom deixar passar aquela letra, no que o Presidente do Juri concordou. Acabaram vencendo e sua música foi proibida, explicou o amigo.
- Proibida?, retruquei surpreso. Mas ela não foi desclassificada?
E o amigo.
- Não, ela foi proibida pela ala conservadora dos jurados, que era maioria... mas eu não te falei nada disso, tá bem?
O amigo, cujo nome não me lembro, temia ser demitido por ter me revelado a verdade. Por um lado eu fiquei furioso por ser vítima de tamanha imbecilidade. Por outro, orgulhoso por ter uma música proibida pela mentalidade repressiva que imperava na época. E assim foi.
Segue a letra para que você avalie se merecia mesmo ser proibida.
Amazônia
Letra e música: Alcir Rodrigues de Oliveira
Extravasar meu sorriso sem luz
Emancipar esse índio que mora em mim
Ele jamais, ele nunca, nunca mais
terá sua paz.
REFRÃO - Sacrificar ao progresso meus bem-te-vís,
multiexplorar meus posseiros qual no Jari
Fortes traços de guerreiro, serás o primeiro dos homens normais
Índio, olhos de criança, trazes nas entranhas gritos viscerais
Serás sempre um bandoleiro que agride primeiro - aos olhos da Funai
Expulsos de suas terras onde proliferam multinacionais... fatais.
REFRÃO
Quem te dera, ai!, quem te dera levantar a clava num grito de guerra
Quem te ama, oh!, quem te ama, Amazônia clama aos filhos naturais
Amazônia yanquee, floresta dos tanques, estrôncios letais
Nem o napalm convence que teus índios/filhos são uns animais... banais.
REFRÃO
Quem esboçar um motivo pra estar aqui
Quem suportar sem abrigo este porvir
Quem entender este canto dos Waimiris
Descobrirá que um deus virá, um deus virá...
Sacrificar ao progresso meus bem-te-vís,
multiexplorar meus posseiros qual no Jari.
As músicas inscritas são pré-selecionadas pela comissão organizadora ou pelos jurados, quando escolhem as melhores que irão participar das eliminatórias. As que não passam por essa primeira peneira, esse primeiro crivo, por serem muito ruins ou por não obedecerem o regulamento, são previamente eliminadas. As demais são agrupadas para serem apresentadas e avaliadas em duas ou três eliminatórias com acesso do público. As que passam por esse segundo crivo vão para a grande final.
Eu, animado por amigos, inscrevi uma música que havia acabado de compor, que denominei “Amazônia”. Não sou músico, mas toco um pouco de violão, o que me permitiu compor meia dúzia de músicas. Mas a que inscrevi não passou pela primeira peneira, sendo eliminada já na pré-seleção. Fiquei chateado, era uma bela música e com uma letra instigante. Paciência.
Poucas semanas depois de saber da desclassificação, encontrei um amigo de Franco da Rocha, com quem mantive um diálogo aproximadamente como se segue:
- Bela música a sua, a “Amazônia”, disse o amigo.
E eu:
- Mas, de onde você conhece a minha música?
- Eu trabalho na Prefeitura de Caieiras e estava na sala quando aconteceu a avaliação da sua música. Discutiram pra caramba, as opiniões se dividiram e houve discórdia aguda. Uns caras do Juri adoraram a música, outros a detestaram e falavam que era “coisa de comunista”, que não era bom deixar passar aquela letra, no que o Presidente do Juri concordou. Acabaram vencendo e sua música foi proibida, explicou o amigo.
- Proibida?, retruquei surpreso. Mas ela não foi desclassificada?
E o amigo.
- Não, ela foi proibida pela ala conservadora dos jurados, que era maioria... mas eu não te falei nada disso, tá bem?
O amigo, cujo nome não me lembro, temia ser demitido por ter me revelado a verdade. Por um lado eu fiquei furioso por ser vítima de tamanha imbecilidade. Por outro, orgulhoso por ter uma música proibida pela mentalidade repressiva que imperava na época. E assim foi.
Segue a letra para que você avalie se merecia mesmo ser proibida.
Amazônia
Letra e música: Alcir Rodrigues de Oliveira
Extravasar meu sorriso sem luz
Emancipar esse índio que mora em mim
Ele jamais, ele nunca, nunca mais
terá sua paz.
REFRÃO - Sacrificar ao progresso meus bem-te-vís,
multiexplorar meus posseiros qual no Jari
Fortes traços de guerreiro, serás o primeiro dos homens normais
Índio, olhos de criança, trazes nas entranhas gritos viscerais
Serás sempre um bandoleiro que agride primeiro - aos olhos da Funai
Expulsos de suas terras onde proliferam multinacionais... fatais.
REFRÃO
Quem te dera, ai!, quem te dera levantar a clava num grito de guerra
Quem te ama, oh!, quem te ama, Amazônia clama aos filhos naturais
Amazônia yanquee, floresta dos tanques, estrôncios letais
Nem o napalm convence que teus índios/filhos são uns animais... banais.
REFRÃO
Quem esboçar um motivo pra estar aqui
Quem suportar sem abrigo este porvir
Quem entender este canto dos Waimiris
Descobrirá que um deus virá, um deus virá...
Sacrificar ao progresso meus bem-te-vís,
multiexplorar meus posseiros qual no Jari.
quarta-feira, setembro 25, 2013
1995: Echoes, Barato da Basiléia e meu primeiro livro
Em 18 de dezembro de 1995 publiquei meu livro chamado "Treze Infernos, Textos Poéticos, Contos e Crônicas", pela João Scortecci Editora. Era um livrinho de 80 págs e, por falta de grana, publiquei só 500 exemplares, hoje esgotados (não necessariamente vendidos). A editora publica o livro de quem paga, preste ou não. Como eu não tinha a verba necessária, passei o chapéu no comércio de Franco da Rocha, SP, minha cidade, e arrecadei a maior parte do que precisava. Mas não bastava. Eu tinha amigos. A banda Barato da Basiléia, de rock and blues, se propôs a tocar uma noite num barzinho central chamado Echoes Panquecaria, cuja arrecadação seria revertida para a publicação do meu livro. O bar era do Mário e do Marcelo, outros amigos.Foi noite de alto som, mas foi também hilário.
Os convites eram numerados e custavam dois reais. Haveria sorteio de exemplares do livro entre os presentes. O bar lotou, mas a galera não tinha grana pra pagar a entrada e muita gente entrou sem pagar. A renda foi baixíssima. Então o Primo e Paulinho, músicos da banda, passaram um chapéu pra coletar colaboração dos presentes. Grana que era bom não veio quase nada, mas doaram caixas de fósforos, fixas telefônicas e até preservativos. Enfim, valeu pela show que o Barato deu. Mó barato!
Os convites eram numerados e custavam dois reais. Haveria sorteio de exemplares do livro entre os presentes. O bar lotou, mas a galera não tinha grana pra pagar a entrada e muita gente entrou sem pagar. A renda foi baixíssima. Então o Primo e Paulinho, músicos da banda, passaram um chapéu pra coletar colaboração dos presentes. Grana que era bom não veio quase nada, mas doaram caixas de fósforos, fixas telefônicas e até preservativos. Enfim, valeu pela show que o Barato deu. Mó barato!
terça-feira, setembro 24, 2013
Crueldade eleitoral
O eleitor é cruel. Sorrateiramente, no dia das eleições, escolhem mancomunadamente um punhado de pobres cidadãos e os condena a quatro anos de trabalhos forçados nas Câmaras Municipais em troca de salários miseráveis. E lá vão os escolhidos, abnegados, penar em pról daquelas pessoinhas que mal tem o que comer, conhecidos como eleitores. Adbicam os escolhidos de suas próprias famílias e de seus interesses pessoais para trabalhar pesadamente por quatro longos e dolorosos anos pelos interesses da maioria.
Pior: depois de cumprida a pena, insistem em continuar penando, se recandidatando e, se não reeleitos, vagam no limbo, rondando as casas legislativas como almas desencarnadas que não sabem que estão mortos. Como amantes abandonados que vigiam dissimulados os passos da amada ingrata. Sabem-se imprescindíveis, insubstituíveis, incompreendidos. O eleitorado é cruel. Tanta maldade em assistir tamanho martírio daqueles condenados chamados vereadores. Estes sim, deviam ser canonizados pela pureza da alma, pela solidariedade, pelo desapego ao dinheiro, pelo amor puro ao bem-estar das pessoas. O eleitor é cruel.
Pior: depois de cumprida a pena, insistem em continuar penando, se recandidatando e, se não reeleitos, vagam no limbo, rondando as casas legislativas como almas desencarnadas que não sabem que estão mortos. Como amantes abandonados que vigiam dissimulados os passos da amada ingrata. Sabem-se imprescindíveis, insubstituíveis, incompreendidos. O eleitorado é cruel. Tanta maldade em assistir tamanho martírio daqueles condenados chamados vereadores. Estes sim, deviam ser canonizados pela pureza da alma, pela solidariedade, pelo desapego ao dinheiro, pelo amor puro ao bem-estar das pessoas. O eleitor é cruel.
sexta-feira, dezembro 07, 2012
É de chorar!
É impressionante a extensão do reinado da imbecilidade no nosso país. Ou o ensino público se leva a sério urgentemente ou seremos uma nação de idiotas completos amanhã de manhã. Veja as músicas que fazem sucesso, veja quem são as “celebridades”, veja quais são os filmes e programas de TV preferidos da média dos brasileiros, veja a preocupante inexistência de leitura de livros, veja o quão limitado é o vocabulário dos brasileiros. A predominância do inconsciente coletivo se aprofunda quando deveria ocorrer o contrário. Quase não se estuda mais, e quando se estuda, não há resultados porque o ensino no país é um desastre. O professor sabe: ele finge que ensina, o aluno finge que aprende. Sabe que não será reprovado...
Governos que não investem na Educação de seu povo, que economizam em livros, cadernos, lápis e canetas, fatalmente terão que triplicar gastos com segurança, bombas de gás lacrimogênio, Febems, cassetetes e prisões. Educação é Poder. Nenhum povo adequadamente educado admitirá que 1% da população detenha 60%das terras produtivas do País. Para onde vamos? Que tipo de povo somos... ou seremos? É triste constatar que, quanto menos o cidadão sabe, mais quer discutir e defender opiniões sem embasamento. E assim se transforma em massa de manobra fácil para políticos espertos, para religiões suspeitas, para torcidas violentas, para o crime organizado e por aí vai. É de chorar.
Governos que não investem na Educação de seu povo, que economizam em livros, cadernos, lápis e canetas, fatalmente terão que triplicar gastos com segurança, bombas de gás lacrimogênio, Febems, cassetetes e prisões. Educação é Poder. Nenhum povo adequadamente educado admitirá que 1% da população detenha 60%das terras produtivas do País. Para onde vamos? Que tipo de povo somos... ou seremos? É triste constatar que, quanto menos o cidadão sabe, mais quer discutir e defender opiniões sem embasamento. E assim se transforma em massa de manobra fácil para políticos espertos, para religiões suspeitas, para torcidas violentas, para o crime organizado e por aí vai. É de chorar.
sexta-feira, fevereiro 17, 2012
Chorei
Chorei! Chorei ao ver filhos criados em cativeiro, chorei ao ver crianças sob viadultos. Como cantou o poeta: "talvez o mundo não seja pequeno/nem seja a vida um fato consumado." Chorei também por aqueles que se embriagam por não entender essas coisas, essas coisas de política e poesia. E eu não mais tenho além das minhas rugas e minhas cicatrizes. As mãos, eu as trago vazias. O passo cansado nessa estrada em que me encontro a tanto tempo, cansado de ver gente à venda infestando a cidade como percevejos. Olho no espelho e já não me vejo mais. Parti, há algum tempo. Parti para nunca, nunca mais voltar (tive a impressão de ter ouvido alguém murmurar: vai pela sombra!).
sexta-feira, dezembro 30, 2011
Meu País...
Em respeito aos meus cabelos brancos, confesso que nunca havia visto meu País de cabeça erguida diante do mundo. Hoje, o brasileiro não sofre mais o complexo de vira-latas, como disse certa vez Nelson Rodrigues, originalmente se referindo ao trauma sofrido pelos brasileiros em 1950, quando a Seleção Brasileira foi derrotada pela Seleção Uruguaia de Futebol na final da Copa do Mundo em pleno Maracanã. O Brasil só teria se recuperado do choque (ao menos no campo futebolístico) em 1958, quando ganhou a Copa do Mundo pela primeira vez.
Hoje o Brasil é um País respeitado no mundo e recentemente promovido a sexta economia do planeta, superando até a Inglaterra. Luiz Inácio Lula da Silva, o principal responsável por essa fantástica evolução, governou o País de janeiro de 2003 a janeiro de 2011, tirando mais de 50 milhões de brasileiros da miséria.
A crise econômica de 2008 atingiu duramente os países ricos, mas o Brasil, graças à sua estabilidade, logrou atravessá-la e sair dela com consequências bastante pequenas, o que conquistou a admiração do mundo todo. Adversários políticos lançaram ataques sucessivos ao governo Lula, mas só atingiram figuras importantes do Partido dos Trabalhadores, sem sequer arranhar a sólida popularidade do Presidente.
Foi impressionante ver o mapa da votação para Presidente nas eleições de 2006, quando Lula se elegeu para seu segundo mandato consecutivo. Os Estados brasileiros que votaram em massa no Lula foram marcados em vermelho, e os que votaram em José Serra, em azul. Só o sul rico votou em Serra. Todos os Estados do nordeste, norte (com exceção de Roraima) e centro-oeste eram rubros.
O Brasil estava em pé, de cabeça erguida ante a admiração do mundo. Nunca havia visto isso em meus quase sessenta anos de vida. Nem acreditava que um dia testemunharia isso. Como disse Barack Obama: Lula é o cara!
Hoje o Brasil é um País respeitado no mundo e recentemente promovido a sexta economia do planeta, superando até a Inglaterra. Luiz Inácio Lula da Silva, o principal responsável por essa fantástica evolução, governou o País de janeiro de 2003 a janeiro de 2011, tirando mais de 50 milhões de brasileiros da miséria.
A crise econômica de 2008 atingiu duramente os países ricos, mas o Brasil, graças à sua estabilidade, logrou atravessá-la e sair dela com consequências bastante pequenas, o que conquistou a admiração do mundo todo. Adversários políticos lançaram ataques sucessivos ao governo Lula, mas só atingiram figuras importantes do Partido dos Trabalhadores, sem sequer arranhar a sólida popularidade do Presidente.
Foi impressionante ver o mapa da votação para Presidente nas eleições de 2006, quando Lula se elegeu para seu segundo mandato consecutivo. Os Estados brasileiros que votaram em massa no Lula foram marcados em vermelho, e os que votaram em José Serra, em azul. Só o sul rico votou em Serra. Todos os Estados do nordeste, norte (com exceção de Roraima) e centro-oeste eram rubros.
O Brasil estava em pé, de cabeça erguida ante a admiração do mundo. Nunca havia visto isso em meus quase sessenta anos de vida. Nem acreditava que um dia testemunharia isso. Como disse Barack Obama: Lula é o cara!
quinta-feira, dezembro 01, 2011
Os pássaros
No meu quintal, há duas árvores que se destacam: um hibisco e uma amoreira. Sim, eu tenho um quintal. Há mais vegetação. Há poucos meses, a amoreira estava carregada de frutos, tanto que um galho curvou-se e chegou a quebrar com o peso. Comi amoras, muitas. E os pássaros? Uma festa. Todas as manhãs e tardes, eles estão lá, aos bandos. A cantoria é tanta que, às vezes, alguém em casa grita: cala a boca, passarada! Mas todos nós adoramos.
As amoras se acabaram mas, mesmo assim cuidamos em alimentá-los com quirera e pão torrado e moído para que eles voltem, para que eles fiquem. E os pássaros continuam a vir todos os dias, em bandos de vinte ou trinta. No meio da barulhada, sempre há um canto novo, diferente, agradável. A rama é tanta que não dá para ver direito quem é o dono de tão belo canto. Sim, eu tenho um quintal onde cantam os pássaros.
Pelo alimento que oferecemos e pela sua liberdade que respeitamos, eles recompensam: cantam para nós todos os dias. Deus existe!
As amoras se acabaram mas, mesmo assim cuidamos em alimentá-los com quirera e pão torrado e moído para que eles voltem, para que eles fiquem. E os pássaros continuam a vir todos os dias, em bandos de vinte ou trinta. No meio da barulhada, sempre há um canto novo, diferente, agradável. A rama é tanta que não dá para ver direito quem é o dono de tão belo canto. Sim, eu tenho um quintal onde cantam os pássaros.
Pelo alimento que oferecemos e pela sua liberdade que respeitamos, eles recompensam: cantam para nós todos os dias. Deus existe!
quarta-feira, novembro 16, 2011
Universidade Federal em Franco da Rocha – SP
O Ministro da Educação Fernando Haddad esteve recentemente em Franco da Rocha acompanhado do Secretário Estadual da Educação Aparecido para conhecer de perto o complexo do Juquery onde se planeja instalar o campus de uma universidade federal. Concretizada essa instalação, Franco da Rocha e região experimentarão um boom de crescimento jamais visto por aqui.
Hoje já se vê a crescente demanda por novos espaços para lojas de rede se instalarem em Franco da Rocha, cidade sede de comarca. E muitas grandes empresas virão para cá nos próximos anos. Hoje a região já representa visivelmente um vetor promissor de crescimento da Grande São Paulo.
Restaurantes, bares, livrarias, papelarias, repúblicas estudantis pipocarão por todas essas cidades. Haverá um aumento na demanda populacional por conta de estudantes que virão do Brasil todo e até de outros países para estudar aqui. Isso implicará numa maior frota de veículos circulando, e mesmo todo o sistema de transporte público deverá ser revisto. E o trânsito local, que já é caótico em horários de pico, deverá se tornar insustentável se não se desenvolver hoje um projeto eficiente para sustentar esse crescimento previsível.
O desenvolvimento da região contará também com a atuação dos novos formando em nível de ensino superior. E os filhos e netos das famílias oriundas da região desfrutarão do conforto de estudar perto de casa e cursar dois ou três cursos universitários com conforto.
Mas, por enquanto, a instalação da universidade federal em Franco da Rocha permanece no campo das boas intenções. Se concretizada...
Hoje já se vê a crescente demanda por novos espaços para lojas de rede se instalarem em Franco da Rocha, cidade sede de comarca. E muitas grandes empresas virão para cá nos próximos anos. Hoje a região já representa visivelmente um vetor promissor de crescimento da Grande São Paulo.
Restaurantes, bares, livrarias, papelarias, repúblicas estudantis pipocarão por todas essas cidades. Haverá um aumento na demanda populacional por conta de estudantes que virão do Brasil todo e até de outros países para estudar aqui. Isso implicará numa maior frota de veículos circulando, e mesmo todo o sistema de transporte público deverá ser revisto. E o trânsito local, que já é caótico em horários de pico, deverá se tornar insustentável se não se desenvolver hoje um projeto eficiente para sustentar esse crescimento previsível.
O desenvolvimento da região contará também com a atuação dos novos formando em nível de ensino superior. E os filhos e netos das famílias oriundas da região desfrutarão do conforto de estudar perto de casa e cursar dois ou três cursos universitários com conforto.
Mas, por enquanto, a instalação da universidade federal em Franco da Rocha permanece no campo das boas intenções. Se concretizada...
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